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Mensagem sobre o tópico Ao produtor rural que preserva mananciais

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        Fri, 26 Jun 2009 15:25:56 -0700 (PDT)
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        Fri, 26 Jun 2009 15:25:55 -0700 (PDT)
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Date: Fri, 26 Jun 2009 19:25:55 -0300
Message-ID: <2acd65d40906261525p798d2901x82e773052e6ccb79@mail.gmail.com>
Subject: Ao produtor rural que preserva mananciais
From: Molina Milanez <molinam...@gmail.com>
To: simplicidade_voluntaria <simplicidade_voluntaria@googlegroups.com>

Pessoal,

Este tamb=E9m =E9 um ponto importante.
Neste planejamento de vida no campo, constatei que preservar a =E1rea de
reserva legal e de APP (boa parte da terra quando se trata de relevo
montanhoso e cheio de nascentes, que =E9 o caso da serra da Mantiqueira)
muitas vezes torna-se um tanto invi=E1vel e desfavor=E1vel. Entretanto, o
governo e ONGs (como a Valor Natural) tem institu=EDdo programas que
recompensem o produtor rural que preserva seus mananciais.

N=E3o li a reportagem abaixo, mas creio que tamb=E9m abrange o pequeno prod=
utor.


---------- Forwarded message ----------

Benef=EDcio =E9 concedido a produtor que mant=E9m mananciais

Produtores rurais de tr=EAs munic=EDpios brasileiros j=E1 est=E3o sendo pag=
os
para manter vivas e saud=E1veis o que =E9 considerado hoje um ativo t=E3o
precioso quanto rebanhos de gado e lavouras agr=EDcolas: as suas
nascentes de =E1gua.

Um grupo de 147 propriedades aderiu a essa iniciativa in=E9dita no pa=EDs
=96 o conceito de pagamento por servi=E7os ambientais, que recompensa
financeiramente aqueles que preservarem matas estrat=E9gicas para a
conserva=E7=E3o da =E1gua.

Entre 2008 e 2009, propriet=E1rios rurais de Extrema (MG), Rio Claro
(RJ) e Alfredo Chaves (ES) colocaram no bolso quantias mensais ou
semestrais que variam de R$ 300 a R$ 3 mil, gra=E7as aos benef=EDcios
ecol=F3gicos por eles prestados. Projetos similares despontam em
Joan=F3polis e Nazar=E9 Paulista (SP), S=E3o Paulo, Cambori=FA (SC), Apucar=
ana
(PR) e no Distrito Federal. A expectativa =E9 de que, no futuro pr=F3ximo,
surja um novo profissional no agroneg=F3cio brasileiro: o =93produtor de
=E1gua=94, premiado por uma commodity =E0 altura de qualquer outra. Mat=E9r=
ia
de Bettina Barros, de Rio Claro (RJ) e Extrema (MG), no=A0Valor
Econ=F4mico.

A l=F3gica desse neg=F3cio parte do fato inequ=EDvoco de que =E9 a propried=
ade
rural o maior abastecedor de =E1gua para o pa=EDs, irrigando n=E3o s=F3 o
campo mas as =E1reas urbanas. Por esse motivo, se as nascentes
continuarem a tend=EAncia de queda de vaz=E3o por pr=E1ticas agr=E1rias
erradas =96 como j=E1 acontece =96 metr=F3poles como S=E3o Paulo e Rio de
Janeiro ir=E3o simplesmente secar. Ruim para a agricultura, para a
ind=FAstria e para o usu=E1rio comum (voc=EA).

=93S=F3 o comando e controle do desmatamento n=E3o funciona=94, explica Pau=
lo
Henrique Pereira, o diretor de Meio Ambiente de Extrema que esbo=E7ou os
prim=F3rdios do projeto =93Conservador das =C1guas=94, pontap=E9 que tornou=
 o
munic=EDpio o primeiro a realizar o pagamento por servi=E7os ambientais =E0=
s
propriedades mineiras. Na pr=E1tica, o projeto paga para que a
legisla=E7=E3o ambiental seja cumprida. O C=F3digo Florestal determina que
nascentes, matas ciliares e mananciais sejam =C1reas de Preserva=E7=E3o
Permanente, e que se mantenha 20% da propriedade com cobertura vegetal
(Reserva Legal). =93Recompensar economicamente foi uma necessidade. S=F3 =
=E9
poss=EDvel fazer a revers=E3o da degrada=E7=E3o com apoio financeiro aos
produtores=94, diz Pereira.

Extrema =E9 um munic=EDpio que, como tantos outros, sofre de dualismos:
seu PIB =E9 relativamente alto devido =E0 presen=E7a de ind=FAstrias como
Bauducco e Kopenhagen, mas a renda m=E9dia per capita n=E3o chega sequer a
dois sal=E1rios m=EDnimos. Essencialmente rural, o munic=EDpio rico em =E1g=
ua
acompanha gradativamente a queda de vaz=E3o, que colocou em alerta o
poder p=FAblico.

Quatro anos de investiga=E7=E3o culminaram em um diagn=F3stico ambiental qu=
e
d=E1 a pista da origem do problema: apenas 22% das matas de Extrema
est=E3o de p=E9. O resto da Mata Atl=E2ntica desapareceu sob a colcha de
pequenas propriedades onde o gado leiteiro predomina. A corrida agora
=E9 para saber o tamanho do preju=EDzo =96 o balan=E7o h=EDdrico atual da
regi=E3o.

=93Vimos que era preciso trabalhar nossos mananciais=94, diz Pereira,
desde 1994 no cargo. E, assim, o governo local come=E7ou a se mexer.

Para dar viabilidade ao projeto, a Prefeitura de Extrema incluiu como
prioridade em seu Plano Plurianual de 2005 um or=E7amento anual de R$
150 mil para o pagamento pelos servi=E7os ambientais a seus produtores.
A decis=E3o foi a base para a cria=E7=E3o da lei 2.100/2005, que
possibilitou o repasse de dinheiro p=FAblico ao setor privado.

Com apoio t=E9cnico e de suprimentos de parceiros como a organiza=E7=E3o
ambiental The Nature Conservancy (TNC) e o Instituto Estadual
Florestal (IEF), Extrema foi dividida em sete sub-bacias do rio
Jaguari, que corta a cidade. A ideia foi come=E7ar logo pelo mais
dif=EDcil: restaurar a vegeta=E7=E3o da sub-bacia mais degradada, Posses.
S=E3o 1,3 mil hectares, 109 propriedades. =93=C9 uma =E1rea bastante
fragmentada e com menos de 10% da cobertura vegetal=94, diz o engenheiro
agr=F4nomo Aur=E9lio Padovezi, da TNC.

A segunda fase do projeto, j=E1 iniciada, =E9 na sub-bacia de Salto. Aqui,
13 propriet=E1rios j=E1 recebem dinheiro do projeto, perfazendo uma =E1rea
de cerca de 550 hectares.

A lei estabelece pagamentos mensais aos produtores, que assinam um
Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Prefeitura. O pagamento =E9
de 100 unidades fiscais (R$ 169) por hectare/ano e =E9 baseado na =E1rea
da propriedade. Cabe ao produtor abrir m=E3o de atividades agr=EDcolas em
=E1reas de nascentes. E s=F3. O projeto se encarrega de cercar as =E1reas,
plantar mudas e monitorar. =93O produtor n=E3o gasta nada. S=F3 recebe=94,
afirma Padovezi.

=93No campo, a gente j=E1 ganha minoria (sic). Sem apoio, =E9 dif=EDcil=94,=
 diz
Terezinha de Moraes Oliveira, de 56 anos. Ela e o marido, Benedito de
Oliveira, 60, vivem das 30 cabe=E7as de gado que d=E3o at=E9 50 litros de
leite por dia. Tiram, em m=E9dia, R$ 500 por m=EAs. Por terem uma nascente
na propriedade de 14 hectares, recebem de Extrema R$ 205. Quase metade
da renda do casal.

Munic=EDpios pioneiros abastecem =E1reas metropolitanas

Se =E9 importante para a pequena Extrema, de 24 mil habitantes, a =E1gua
que nasce ali =E9 crucial para S=E3o Paulo. Grosso modo, um produtor rural
de Extrema abastece cerca de 1.800 paulistanos.

Nada menos que 100% das =E1guas de seu rio Jaguari desembocam no Sistema
Cantareira, o maior sistema de abastecimento de =E1gua da Am=E9rica do Sul
e fonte de 50% da =E1gua que chega =E0s 9 milh=F5es de pessoas da regi=E3o
metropolitana de S=E3o Paulo. =93Se Minas Gerais tivesse mar, a =E1gua n=E3=
o
chegaria at=E9 l=E1. Antes, seria desviada para S=E3o Paulo=94, alfineta,
humorado, Paulo Henrique Pereira, diretor de Meio Ambiente de Extrema.

Com s=E9rios problemas de defici=EAncia h=EDdrica, S=E3o Paulo precisa dos =
22
metros c=FAbicos por segundo de vaz=E3o m=E9dia que v=EAm do Jaguari para
atender =E0 sua demanda.

Do mesmo modo, a import=E2ncia do rio Pira=ED =E9 vital para a regi=E3o
metropolitana do Rio de Janeiro, que inclui Nova Igua=E7u e Niter=F3i, uma
mancha urbana de 8 milh=F5es de pessoas. Assim como o Jaguari, o Pira=ED
contribui com quase 20% da =E1gua levada ao Sistema Guandu.

=93Est=E1 tudo pendurado nessas transposi=E7=F5es de rios=94, explica D=E9c=
io
Tubbs Filho, diretor-geral do Comit=EA da Bacia Guandu, sediado em
Serop=E9dica, no Rio de Janeiro.

A import=E2ncia do pagamento aos produtores rurais de Extrema e Rio
Claro que preservam seus mananciais, portanto, extrapola os limites de
seus munic=EDpios. =93Todos nos beneficiamos com isso=94, afirma Fernando
Veiga, coordenador de Servi=E7os Ambientais da The Nature Conservancy
(TNC).

Sem a manuten=E7=E3o das matas, a absor=E7=E3o da =E1gua da chuva nos len=
=E7=F3is
subterr=E2neos =E9 prejudicada, e as chances de eros=E3o aumentam
significativamente. E esse problema =E9 especialmente grave no Brasil.
Dados da Ag=EAncia Nacional de =C1guas (ANA) mostram que as taxas de
eros=E3o no pa=EDs est=E3o entre 15 a 20 toneladas por hectare =96 9 a 12
toneladas =E9 o recomendado.

Pesa mais para o produtor, que perde =E1rea =FAtil, e para o consumidor: o
assoreamento leva mais sedimentos aos rios, o que aumenta o custo de
tratamento da =E1gua.

Fonte: http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias.php?id=3D50138

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O conte=FAdo da mensagem =E9 de inteira responsabilidade do autor do
texto. Para n=E3o receber mais mensagens, responda com a palavra RETIRAR
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