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In http://www.lerparaver.com/node/605 Câmara da Amadora exclui cego de concurso Nuno Antunes, de 30 anos, tenta ingressar há cinco no mercado de "Candidato excluído, considerando que a incapacidade visual do mesmo Esta situação surge dois meses depois de ser publicada no Diário da Vereadora defende autarquia Carla Tavares, vereadora dos Recursos Humanos da Câmara Municipal da Nuno Antunes não se deixa convencer e, para já, apresentou um recurso
trabalho.
Mas em cada entrevista depara-se com o mesmo obstáculo: a cegueira.
"Faço os
testes, mas depois não me chamam", conta sobre as inúmeras
entrevistas em
que participou. Mas quando Nuno já pensava ter visto de tudo, eis que
é de
novo
surpreendido.
não lhe
permitirá, mesmo que com as necessárias adaptações, neste caso,
desenvolver
as funções que são atribuídas..." O comunicado chegou às mãos do
jovem por
carta, em resposta à candidatura para um concurso público de animador
social
aberto pela Câmara Municipal da Amadora. Nuno não queria acreditar.
"O
argumento que me levou a tirar o curso de animador - trabalhar com
pessoas
de risco
- é o mesmo que agora me exclui do concurso", ironiza o jovem, segundo
o
qual a questão da perigosidade "não passa de uma desculpa
esfarrapada", já
que
"o animador social nunca vai para o terreno sozinho".
República a lei que pune como discriminatórias as medidas que
dificultem a
contratação
de alguém, por factores de natureza física ou mental. José Correia,
presidente da ACAPO, já teve conhecimento do caso e tem uma palavra a
dizer:
"Este
é um comportamento discriminatório, mas também de má-fé das
pessoas que
estão a analisar as candidaturas e que, a meu ver, deveriam ser
afastadas
das suas
funções."
Amadora, afirma que a autarquia "está tranquila" relativamente ao caso
de
Nuno Tavares
e que a situação do candidato está a ser analisada pelo gabinete
jurídico.
Por agora, a vereadora adianta que esta "não é uma situação
discriminatória"
porque "até há outras pessoas com deficiência a trabalhar nos
quadros da
autarquia, nomeadamente um telefonista invisual". Segundo Carla
Tavares, o
caso
de Nuno Antunes é diferente dos outros porque as funções para o
cargo
implicam "trabalhar com pessoas de risco, estar diariamente no terreno
e ter
facilidade
de mobilidade". Além disso, "trata-se de uma vaga aberta ao abrigo de
um
projecto específico, que não implica entrada para o quadro da
Câmara".
hierárquico que suspende o concurso por três meses.