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26/11/2008 Estado Brasileiro será julgado em Tribunal O Estado brasileiro vai ser julgado por crimes cometidos contra os direitos Por Claudia Santiago (*) - Jornalistas Populares A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) recebe, de 4 a 6 Entre os jurados estarão a presidente do Grupo Tortura Nunca Mais, Cecília Advogados como Nilo Batista, ex-secretário de Segurança Pública do Rio, o O Estado será acusado por quatro crimes: 1. Violência estatal sob pretexto de segurança pública em comunidades Um dos acasos avaliados será o do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, 2. Violência estatal no sistema prisional e execuções sumárias da juventude 3. Execução de cerca de 400 pessoas em maio de 2006, em São Paulo. 4. Criminalização dos mais diversos movimentos sociais: sindicais, de luta Datas oficiais A iniciativa do Tribunal é do Fórum de Defesa da Criança e do Adolescente do Para o advogado João Tancredo, presidente do Instituto de Defensores de Tancredo frisa que o policial que executa os crimes está cumprindo ordens "Na operação no Alemão, 1350 homens armados saquearam e mataram 19 pessoas, Márcia Jacynto, mãe de jovem assassinado pelo Polícia Militar, diz não O resultado do julgamento será divulgado amplamente pela Internet e Como se inscrever Para participar das sessões do"Tribunal Popular: o Estado Brasileiro no - Nome completo (*) Claudia Santiago é integrante da Rede Nacional de Jornalista Populares Fonte: http://www.renajorp.net/
humanos e os movimentos sociais
de dezembro, movimentos sociais de São Paulo, Rio de Janeiro e outros
Estados que estarão na capital paulista para assistir ao julgamento que
ocorrerá no Tribunal Popular: o Estado brasileiro no banco dos réus.
Coimbra; o jornalista José Arbex Jr; o músico Marcelo Yuka, o sobrevivente
da chacina de Candelária, Wagner Santos; o escritor e MC Ferrez e d. Tomás
Balduino, bispo emérito de Goiás.
jurista Hélio Bicudo e ex-deputado federal, Plínio de Arruda Sampaio, farão
o papel de promotores.
urbanas pobres.
quando a força policial executou 19 pessoas.
negra pobre na Bahia.
pela terra, pelos direitos indígenas e quilombolas.
Estado de São Paulo motivado pela data em que se comemoram os 60 anos da
Declaração dos Direitos Humanos da ONU. De acordo com Maurício Campos, um
dos organizadores do evento, o objetivo central é denunciar que crimes
cometidos pelo Estado acabam não sendo julgados. Campos compara a situação
vivenciada hoje, pelas vítimas do Estado, com a ditadura militar. "Durante a
ditadura a sociedade civil não podia contar com o Estado para que a justiça
fosse feita", afirma.
Direitos Humanos, que atuará na acusação no caso da Chacina do Alemão,
juntamente com o também advogado Nilo Batista, a situação é pior ainda: "na
ditadura podíamos contar com o judiciário, hoje, os juizes concedem mandato
de busca e apreensão genéricos. Não podemos ter a garantia nem do poder
judiciário".
determinadas pelas políticas de seguranças dos governos que garantem que
eles não serão punidos. "A política de segurança do Estado é a política de
extermínio".
feriram 21 e só apreenderam 14 armas. Tem alguma coisa errada aí".
acreditar que o governador Sérgio Cabral seja pai. "Não é possível ser pai e
não entender a dor da gente".
encaminhado a entidades internacionais de direitos humanos durante o Fórum
Social Mundial, em janeiro de 2009, em Belém/PA.
Banco dos Réus", é preciso enviar mensagem para
tribunalpopu...@riseup.netindicando os dias e as sessões que pretende
acompanhar. São necessários os
seguintes dados:
- Número de um documento de identidade que tenha foto
- Cidade em que vive.
- Comunidade / grupo / instituição da qual faça parte.
- Um meio de contato (telefone e/ou e-mail)
(Renajorp)