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É bem cabeludo mesmo. Eu respeito a opinião e o trabalho iniciado por
Stallman e acho que o software livre é de grande valor para a sociedade. Só
não sigo essa "religião" porque gosto de mulheres e quero ter filhos, e isso
implica que preciso de dinheiro para sustentar uma família nesse mundo
capitalista em que vivemos.
Só por isso eu vendo software. Para não precisar economizar com cabelereiro
ou ter que ficar procurando comida entre os dedos do pé (vide
http://www.youtube.com/watch?v=I25UeVXrEHQ)
> Eu ia até me abster desse assunto cabeludo (e eu, pessoalmente, acho
> Harry Potter chatíssimo) mas, enfim, o que o Stallman fez e você está
> fazendo agora é deturpar os fatos.
> A loja não foi processada porque a Rowling queria proibir as pessoas
> de lerem os seus livros, mas porque a livraria em questão começou a
> vender o livro antes de todas as outras livrarias, quando o dia
> inicial das vendas havia sido definido anteriormente, provavelmente
> através de um contrato. Eles tentaram se aproveitar do fato de que
> ninguém estaria vendendo para que eles pudessem lucrar sozinhos com a
> venda antecipada as custas de todas as outras livrarias que estavam
> cumprindo sua obrigação contratual.
> Esse tipo de atitude é, inclusive, muito comum na indústria do
> entretenimento em geral, pois também acontece em cinemas e no
> lançamento de CDs e DVDs, não há problema nenhum com essa prática e se
> eu estivesse na posição dela teria feito o mesmo, porque uma única
> livraria não deve de forma alguma se beneficiar em detrimento das
> outras. Exaltar esse tipo de atitude e tão abominável quanto exaltar o
> "jeitinho brasileiro" de sempre se burlar as regras pra se atingir um
> objetivo.
> 2009/7/1 Vítor Baptista <vitormbapti...@gmail.com>:
> > Andrei,
> > É, eu sou (bem) mais maleável que ele em certos pontos, mas entendo sua
> > posição. Acho até que uma pessoa como o RMS é necessária para nos lembrar
> as
> > razões da gente usar ou não SL.
> > Só para deixar claro para quem não sabe, a questão com a Rowling foi a
> > seguinte: no lançamento de um dos livros dela (acho que o Half-blood
> > Prince), uma loja no Canadá não respeitou a data oficial e começou a
> vender
> > antes do permitido. Assim, vários leitores conseguiram ter o livro antes
> do
> > lançamento mundial.
> > A reação dela/dos seus advogados foi processar a loja (ok) e, de alguma
> > forma, tornou o ato de ler o livro (antes do lançamento oficial), para os
> > leitores que compraram da loja, ilegal. Mesmo que eles tenham comprado
> > legalmente.
Desculpa, mas qual era mesmo o assunto inicial desse tópico? Estava
interessante, eu mesmo gostaria muito de saber a opinião do pessoal sobre
software livre, argumentar benefícios e malefícios, enfim, coisas que uma
discussão legal traria de benefício para todos.
Mas parece que a única coisa que importa é ficar falando mal da
personalidade das pessoas.
Dando uma contribuição ao tópico:
Gostei da palestra do Stallman, mas claro que não concordo com tudo o que
ele falou. Não podemos simplesmente desconsiderar todos esses projetos
maravilhosos na área de software livre que trazem conhecimento e liberdade
em tantos setores, seja privado, público, educacional, etc.
Eu entendo que a proposta do software livre como o Stallman defende é
totalmente válida nos conceitos sociais e educacionais. Que legal seria ter
sido educado em uma escola que adotasse projetos de software livre,
mostrando para os estudantes que o conhecimento na informática deve ser
livre, que você pode estudar como os sistemas são feitos, poder fazer seus
testes, aprender com pessoas experientes. Enfim, é o ciclo de aprendizado
sócio educacional. E isso se aplica desde a educação básica até a academia.
Quando ao setor privado, quantos aqui não usam Firefox, servidores de redes
Linux, ferramentas de edição abertas. Tudo isso está disponível e é usado
nas empresas. Alguém precisa pagar por isso? Não estamos ganhando dinheiro
em cima de projetos livres?
> É bem cabeludo mesmo. Eu respeito a opinião e o trabalho iniciado por
> Stallman e acho que o software livre é de grande valor para a sociedade. Só
> não sigo essa "religião" porque gosto de mulheres e quero ter filhos, e isso
> implica que preciso de dinheiro para sustentar uma família nesse mundo
> capitalista em que vivemos.
> Só por isso eu vendo software. Para não precisar economizar com cabelereiro
> ou ter que ficar procurando comida entre os dedos do pé (vide
> http://www.youtube.com/watch?v=I25UeVXrEHQ)
>> Eu ia até me abster desse assunto cabeludo (e eu, pessoalmente, acho
>> Harry Potter chatíssimo) mas, enfim, o que o Stallman fez e você está
>> fazendo agora é deturpar os fatos.
>> A loja não foi processada porque a Rowling queria proibir as pessoas
>> de lerem os seus livros, mas porque a livraria em questão começou a
>> vender o livro antes de todas as outras livrarias, quando o dia
>> inicial das vendas havia sido definido anteriormente, provavelmente
>> através de um contrato. Eles tentaram se aproveitar do fato de que
>> ninguém estaria vendendo para que eles pudessem lucrar sozinhos com a
>> venda antecipada as custas de todas as outras livrarias que estavam
>> cumprindo sua obrigação contratual.
>> Esse tipo de atitude é, inclusive, muito comum na indústria do
>> entretenimento em geral, pois também acontece em cinemas e no
>> lançamento de CDs e DVDs, não há problema nenhum com essa prática e se
>> eu estivesse na posição dela teria feito o mesmo, porque uma única
>> livraria não deve de forma alguma se beneficiar em detrimento das
>> outras. Exaltar esse tipo de atitude e tão abominável quanto exaltar o
>> "jeitinho brasileiro" de sempre se burlar as regras pra se atingir um
>> objetivo.
>> 2009/7/1 Vítor Baptista <vitormbapti...@gmail.com>:
>> > Andrei,
>> > É, eu sou (bem) mais maleável que ele em certos pontos, mas entendo sua
>> > posição. Acho até que uma pessoa como o RMS é necessária para nos
>> lembrar as
>> > razões da gente usar ou não SL.
>> > Só para deixar claro para quem não sabe, a questão com a Rowling foi a
>> > seguinte: no lançamento de um dos livros dela (acho que o Half-blood
>> > Prince), uma loja no Canadá não respeitou a data oficial e começou a
>> vender
>> > antes do permitido. Assim, vários leitores conseguiram ter o livro antes
>> do
>> > lançamento mundial.
>> > A reação dela/dos seus advogados foi processar a loja (ok) e, de alguma
>> > forma, tornou o ato de ler o livro (antes do lançamento oficial), para
>> os
>> > leitores que compraram da loja, ilegal. Mesmo que eles tenham comprado
>> > legalmente.
Acho que não fui claro no meu e-mail. Eu não disse que a loja estava certa,
e nem acho que o Stallman acha isso. A frase que ficou confusa (acho) foi:
> A reação dela/dos seus advogados foi processar a loja (ok) e, de alguma
> forma, tornou o ato de ler o livro (antes do lançamento oficial), para os
> leitores que compraram da loja, ilegal. Mesmo que eles tenham comprado
> legalmente.
Eu acho certíssimo ela ter processado a loja. O errado foi ela proibir que
as pessoas que compraram o livro, que não têm muito a ver com a história,
lessem ele. Este é o ponto que acho tosco, e foi o que motivou o boicote,
AFAIK.
> The supreme court of British Columbia issued a court order preventing
> anyone from “displaying, *reading*, offering for sale, selling or
> exhibiting in public”
> Eu ia até me abster desse assunto cabeludo (e eu, pessoalmente, acho
> Harry Potter chatíssimo) mas, enfim, o que o Stallman fez e você está
> fazendo agora é deturpar os fatos.
> A loja não foi processada porque a Rowling queria proibir as pessoas
> de lerem os seus livros, mas porque a livraria em questão começou a
> vender o livro antes de todas as outras livrarias, quando o dia
> inicial das vendas havia sido definido anteriormente, provavelmente
> através de um contrato. Eles tentaram se aproveitar do fato de que
> ninguém estaria vendendo para que eles pudessem lucrar sozinhos com a
> venda antecipada as custas de todas as outras livrarias que estavam
> cumprindo sua obrigação contratual.
> Esse tipo de atitude é, inclusive, muito comum na indústria do
> entretenimento em geral, pois também acontece em cinemas e no
> lançamento de CDs e DVDs, não há problema nenhum com essa prática e se
> eu estivesse na posição dela teria feito o mesmo, porque uma única
> livraria não deve de forma alguma se beneficiar em detrimento das
> outras. Exaltar esse tipo de atitude e tão abominável quanto exaltar o
> "jeitinho brasileiro" de sempre se burlar as regras pra se atingir um
> objetivo.
> 2009/7/1 Vítor Baptista <vitormbapti...@gmail.com>:
> > Andrei,
> > É, eu sou (bem) mais maleável que ele em certos pontos, mas entendo sua
> > posição. Acho até que uma pessoa como o RMS é necessária para nos lembrar
> as
> > razões da gente usar ou não SL.
> > Só para deixar claro para quem não sabe, a questão com a Rowling foi a
> > seguinte: no lançamento de um dos livros dela (acho que o Half-blood
> > Prince), uma loja no Canadá não respeitou a data oficial e começou a
> vender
> > antes do permitido. Assim, vários leitores conseguiram ter o livro antes
> do
> > lançamento mundial.
> > A reação dela/dos seus advogados foi processar a loja (ok) e, de alguma
> > forma, tornou o ato de ler o livro (antes do lançamento oficial), para os
> > leitores que compraram da loja, ilegal. Mesmo que eles tenham comprado
> > legalmente.
-- Vítor Baptista
Comissão Organizadora
III Encontro de Software Livre da Paraíba
19, 20 e 21 de Junho de 2009
Estação Ciência, Cultura e Artes Cabo Branco
João Pessoa, PB.
Acho que não fui claro no meu e-mail. Eu não disse que a loja estava certa,
e nem acho que o Stallman acha isso. A frase que ficou confusa (acho) foi:
> A reação dela/dos seus advogados foi processar a loja (ok) e, de alguma
> forma, tornou o ato de ler o livro (antes do lançamento oficial), para os
> leitores que compraram da loja, ilegal. Mesmo que eles tenham comprado
> legalmente.
Eu acho certíssimo ela ter processado a loja. O errado foi ela proibir que
as pessoas que compraram o livro, que não têm muito a ver com a história,
lessem ele. Este é o ponto que acho tosco, e foi o que motivou o boicote,
AFAIK.
> The supreme court of British Columbia issued a court order preventing
> anyone from “displaying, *reading*, offering for sale, selling or
> exhibiting in public”
> Eu ia até me abster desse assunto cabeludo (e eu, pessoalmente, acho
> Harry Potter chatíssimo) mas, enfim, o que o Stallman fez e você está
> fazendo agora é deturpar os fatos.
> A loja não foi processada porque a Rowling queria proibir as pessoas
> de lerem os seus livros, mas porque a livraria em questão começou a
> vender o livro antes de todas as outras livrarias, quando o dia
> inicial das vendas havia sido definido anteriormente, provavelmente
> através de um contrato. Eles tentaram se aproveitar do fato de que
> ninguém estaria vendendo para que eles pudessem lucrar sozinhos com a
> venda antecipada as custas de todas as outras livrarias que estavam
> cumprindo sua obrigação contratual.
> Esse tipo de atitude é, inclusive, muito comum na indústria do
> entretenimento em geral, pois também acontece em cinemas e no
> lançamento de CDs e DVDs, não há problema nenhum com essa prática e se
> eu estivesse na posição dela teria feito o mesmo, porque uma única
> livraria não deve de forma alguma se beneficiar em detrimento das
> outras. Exaltar esse tipo de atitude e tão abominável quanto exaltar o
> "jeitinho brasileiro" de sempre se burlar as regras pra se atingir um
> objetivo.
> 2009/7/1 Vítor Baptista <vitormbapti...@gmail.com>:
> > Andrei,
> > É, eu sou (bem) mais maleável que ele em certos pontos, mas entendo sua
> > posição. Acho até que uma pessoa como o RMS é necessária para nos lembrar
> as
> > razões da gente usar ou não SL.
> > Só para deixar claro para quem não sabe, a questão com a Rowling foi a
> > seguinte: no lançamento de um dos livros dela (acho que o Half-blood
> > Prince), uma loja no Canadá não respeitou a data oficial e começou a
> vender
> > antes do permitido. Assim, vários leitores conseguiram ter o livro antes
> do
> > lançamento mundial.
> > A reação dela/dos seus advogados foi processar a loja (ok) e, de alguma
> > forma, tornou o ato de ler o livro (antes do lançamento oficial), para os
> > leitores que compraram da loja, ilegal. Mesmo que eles tenham comprado
> > legalmente.
-- Vítor Baptista
Comissão Organizadora
III Encontro de Software Livre da Paraíba
19, 20 e 21 de Junho de 2009
Estação Ciência, Cultura e Artes Cabo Branco
João Pessoa, PB.
2009/7/2 Vítor Baptista <vitormbapti...@gmail.com>
> Eu acho certíssimo ela ter processado a loja. O errado foi ela proibir que > as pessoas que compraram o livro, que não têm muito a ver com a história, > lessem ele.
> 2009/7/2 Vítor Baptista <vitormbapti...@gmail.com>
>> Eu acho certíssimo ela ter processado a loja. O errado foi ela proibir que
>> as pessoas que compraram o livro, que não têm muito a ver com a história,
>> lessem ele.
Na verdade essa parte da proibição da leitura foi uma ação inócua da justiça britânica que não levaria a resultado nenhum. Vocẽ pode até impedir uma pessoa de comprar um livro, mas impedi-la de lê-lo é impraticável.
> 2009/7/2 Vítor Baptista <vitormbapti...@gmail.com>
>> Eu acho certíssimo ela ter processado a loja. O errado foi ela proibir que >> as pessoas que compraram o livro, que não têm muito a ver com a história, >> lessem ele.
> Na verdade essa parte da proibição da leitura foi uma ação inócua da
> justiça britânica que não levaria a resultado nenhum. Vocẽ pode até
> impedir uma pessoa de comprar um livro, mas impedi-la de lê-lo é
> impraticável.
> 2009/7/2 Alan Kelon Oliveira de Moraes <a...@di.ufpb.br>:
> > 2009/7/2 Vítor Baptista <vitormbapti...@gmail.com>
> >> Eu acho certíssimo ela ter processado a loja. O errado foi ela proibir
> que
> >> as pessoas que compraram o livro, que não têm muito a ver com a
> história,
> >> lessem ele.
Além de impraticável, é um pouco de abuso de poder, mesmo que esteja dentro da lei (acredito que o caso não seja tão claro assim). Meio absurdo querer impedir que as pessoas leiam o que já têm em mãos. Mas isso foi um tropeço temporário, durou pouco tempo, afetou a vida de muito pouca gente. Aí leiam o que o Stallman escreveu: ele diz que, por causa disso, o Canadá (a nação inteira) não respeita os direitos humanos, e defende que todos os juízes e parlamentares envolvidos no processo não merecem estar no cargo!
Uma reação extrema a esse ponto a um problema pontual, temporário e praticamente inofensivo na prática deveria indicar para a maioria das pessoas o nível de fanatismo envolvido...
PS: não estou recebendo todas as mensagens no grupo. As de Maurício, por exemplo, eu só vejo quando são citadas. Sou só eu com esse problema?
---
[]s, Andrei Formiga
From: a...@di.ufpb.br
Date: Thu, 2 Jul 2009 15:07:57 -0300
Subject: [PBJUG] Re: [OT] Re: O que Stallman falou no Ensol?
To: pbjug@googlegroups.com
Concordo que é impraticável, mas os autores têm este direito.
Na verdade essa parte da proibição da leitura foi uma ação inócua da
justiça britânica que não levaria a resultado nenhum. Vocẽ pode até
impedir uma pessoa de comprar um livro, mas impedi-la de lê-lo é
impraticável.
2009/7/2 Alan Kelon Oliveira de Moraes <a...@di.ufpb.br>:
> 2009/7/2 Vítor Baptista <vitormbapti...@gmail.com>
>> Eu acho certíssimo ela ter processado a loja. O errado foi ela proibir que
>> as pessoas que compraram o livro, que não têm muito a ver com a história,
>> lessem ele.
2009/7/2 Andrei Formiga <archimedes_sirac...@hotmail.com>
> Stallman escreveu: ele diz que, por causa disso, o Canadá (a nação inteira) > não respeita os direitos humanos, e defende que todos os juízes e > parlamentares envolvidos no processo não merecem estar no cargo!
Stallman deve ter dito isso porque é fã do HP e ficou puto por não ser um dos primeiros a adquirir o livro.
PS: não estou recebendo todas as mensagens no grupo. As de Maurício, por
> exemplo, eu só vejo quando são citadas. Sou só eu com esse problema?
Andrei, às vezes acontece um pequeno atraso nas entregas dos e-mails da lista. Já aconteceu outras vezes, mas deve voltar ao normal logo.
-- Bonifacio Segundo
"A luz do sol vale mais que os pensamentos de todos os filósofos e de todos os poetas." Fernando Pessoa
"Computer science is no more about computers than astronomy is about telescopes, biology is about microscopes, or chemistry is about beakers and test tubes. Science is not about tools. It is about how we use them, and what we find out when we do" Dijkstra
> “The fact is that this is property that should not have been in their
> possession,” said Neil Blair, a legal specialist for Christopher Little, the
> author’s literary agent. “Copyright holders are entitled to protect their
> work. If the content of the book is confidential until July 16, which it is,
> why shouldn’t someone who has the physical book be prevented from reading it
> and thereby obtaining the confidential information? How they came to have
> access to the book is immaterial.”
> British lawyers described the injunction as “unfair and excessive” but
> added that the reader did not have a right in law to read the book. Korieh
> Duodu, a media lawyer for David Price Solicitors and Advocates, said: “I
> have never heard of such a wide-ranging order. One sympathises with the
> reader from a non-legal point of view, but property rights often trump civil
> liberties. There is no human right to read.”