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Dicas para gerar um arquivo perfeito para impressão
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Ferrucio  
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 Mais opções 30 jun 2008, 13:21
De: Ferrucio <ferru...@agiliga.com.br>
Data: Mon, 30 Jun 2008 09:21:06 -0700 (PDT)
Local: Seg 30 jun 2008 13:21
Assunto: Dicas para gerar um arquivo perfeito para impressão
Mais um catado da NET:

Dicas super importantes para se obter sucesso em processos gráficos.

- Arquivos de Mac gravados em disco de PC
Formate as mídias para o próprio sistema - PC ou MAC, evitando assim
que os arquivos percam suas propriedades. Quando isso acontece nem
sempre é possível identificar o tipo de arquivo e programa em que ele
foi gerado. Pode acontecer por falha na cópia feita na mídia enviada
ou por complexidade do arquivo.

- Boneco
Sempre envie um "boneco" de montagem do seu trabalho para referência
do Bureau ou Gráfica. Mesmo em baixa resolução é um grande auxílio na
montagem, na paginação, colagens, dobras, etc. e simplificam o
processo de produção. Não deixa também de ser a sua segurança.

- Carga de tinta
Para as imagens escaneadas, a soma de todas as cores sobrepostas (C +
M + Y + K) ou a área mais escura da imagem não deve ultrapassar os
320%, a fim de evitar decalques e não comprometer a secagem do
impresso. Cada papel tem seu percentual de absorção, porém este valor
acima já assegura parte de proteção.

- Chapado Preto + Verniz Offset
Quando você escolhe o preto 100% para ser impresso em offset, a
densidade desta tinta somente não é suficiente para dar um aspecto de
negritude ideal. Para conseguir um fundo preto sem manchas e
acinzentado, use 100% de Preto (K), sobreposto ou calçado com 40% de
Cyan ©. Assim o chapado ficará mais brilhante e com um tom negro
aveludado. Não se esqueça de utilizar um verniz de proteção para todos
os materiais que contenham grandes áreas chapadas.

- Copy e paste de imagens
Grande causador de problemas, este processo de copiar imagens entre
programas distintos (de Ilustrator para QuarkXpress, ou de Corel para
PageMaker por exemplo) gera uma imagem no formato embedded no PC e
pict no Mac. Ao ser enviado para impressoras postscript o arquivo pode
ou não sair perfeito. É freqüente sair imagem incompleta, sem a mesma
e também ocorrer erro postscript. Evite usar este procedimento mesmo
que saia em sua impressora.

- Cores spot x process
Delete todas as cores spot que não estiverem sendo usadas no arquivo
e, se for o caso, converta-as para process (CMYK). Isso evita dúvidas
sobre quais cores têm que ser impressas.

- Engano ao exportar EPS
Ao exportar arquivos no formato EPS no CorelDraw!, é comum a confusão
com o formato Adobe Illustrator (*.AI, *.EPS). A solução é exportar de
novo o arquivo como EPS (placeable) *.EPS.

- Enquadramento da página em uso
É freqüente, agências e estúdios gerarem seus arquivos sem a definição
da página de impressão. Defina sempre o formato da página lembrando
que no Coreldraw existe o recurso de desaparecer com a borda da página
de impressão.

- Falta de arquivos de imagens
A simples presença de uma imagem na tela de seu computador não é a
segurança de que ela realmente exista. Avalie sempre os links anexados
ao arquivo e envie-os juntamente com o arquivo original. Alguns
softwares são providos do recurso Collect for Bureau que já automatiza
todo o processo. Porém o ideal é a geração de arquivos PDF ou
Postscript (.ps, .prn.) pois todas as imagens, fontes, etc. já estarão
incorporadas em um único arquivo.

- Fontes (para o caso de arquivo aberto)
Para Mac, envie todos as fontes usadas que não forem originais Adobe.
Para PC, envie todas as fontes usadas (extensões TTF para TrueType e
PFB e PFM para fontes Tipo I) que não forem padrão no sistema
operacional Windows. Arquivos fechados com a incorporação das fontes
evita maiores transtornos.

- Formatação das imagens
Ao salvar imagens escolha sempre os formatos TIFF quando forem bitmaps
e EPS quando forem vetoriais. Ao salvar as imagens em formato TIFF não
use compressão LZW. Ao salvar imagens em formato EPS use sempre
"Encoding" Binary. Ao utilizar o JPEG avalie se a versão do programa
já habilita este tipo de imagem. A compressão JPEG excessiva pode
comprometer drasticamente a reprodução da imagem.

- Gradientes sem passos (steps)
Para se evitar etapas evidentes nos degradês uma solução é fazê-lo no
Photoshop e aplicar um filtro "Add noise" de baixa intensidade.
Ao gerar o degrade em seu programa de preferência, avalie se o número
de etapas é maior que 256 níveis. O problema também pode ser gerado
pela imagesseter do Bureau que não tem a resolução necessária para
gerar todos níveis de cor.

- Imagens junto com chapados
Utilize cores especiais quando houver grandes áreas de chapados
escuros juntamente com imagens (que usam pouca tinta). A limitação de
alguns equipamentos de impressão offset pode comprometer as imagens
para se obter as cores fortes do fundo.

- Imagens RGB
Evite aplicar imagens no modo RGB em programas de editoração. A
conversão feita pelos softwares que aceitam este tipo de imagem
obedece a preferências particulares de cada software e pode gerar
imagens acinzentadas ou que saiam somente no canal do preto.

- Letras e Fios Muito Finos em Fundos Chapados com Várias Cores
Evite usar letras muito finas sobre fundos chapados escuros com várias
cores. A absorção de tinta do papel, a sobreposição de tintas, a
"abertura" (dilatação e retração) do papel e outros fatores pode
afetar a espessura das letras. Utilize fontes médias ou negritadas
nestes casos. Quando da redução de uma imagem vetorial no seu
computador, avalie se a espessura resultante é suficientemente grande
para ser exposta no fotolito ou chapa.

- Manchas de manuseio nos impressos
Para se evitar manchas de dedos em áreas de cores escuras ou outras,
devemos aplicar no impresso o verniz offset, verniz U.V., laminação ou
plastificação.

- Minha Prova serve ou Não serve?
Sua prova não serve como perfeita referência de cor se não for
calibrada devidamente e de acordo com a tecnologia de impressão final.
Cada equipamento e cada tipo de impressão (offset, flexografia,
rotogravura...) tem a sua característica de ganho de ponto e tipo de
tinta. Primeiramente sua impressora tem que ter qualidade em Dpi para
reproduzir de forma mais próxima ao resultado final, depois deve ter o
número de cores recomendado. Hoje, com as Provas Digitais, utilizando
corretamente o gerenciamento de perfis de cores ICC (International
Color Consortium) pode-se adaptar a impressão a qualquer tecnologia
empregada no mercado com fidelidade absoluta com aplicação de
densitometria.

- Problemas de disco e Identificação
O uso de discos velhos pode acarretar problemas de cópia nos arquivos.
Formate-os freqüentemente e identifique seus discos com etiquetas
contendo nome, endereço e telefone para contato.

- Problema no acabamento - grampo canoa (efeito escadinha)
Quando um impresso, com acabamento de dois grampos, tem muitas
páginas, é natural que as lâminas centrais "saiam" para fora das
linhas de cortes. Não deixe imagens, tarjas, números de páginas ou
textos muito próximos das laterais, para que elas não saiam cortadas
no refile final do material. A Gráfica que irá realizar a impressão
pode lhe informar o quanto de margem em cada lateral você deverá
manter na editoração do trabalho.

- Provas Digitais e Analógicas
As provas digitais são todas as que são feitas diretamente e por
intermédio de um arquivo digital, nelas se incluem as tecnologias jato
de tinta, laser, térmicas, dye sublimation, Aproval... . São inúmeros
fabricantes com diversos níveis de qualidade e tecnologia. Provas
analógicas necessitam do fotolito para serem executadas, são elas
prelo, cromalin, pressmatch e matchprint. As provas contratuais, como
o nome já diz, são extremamente fiéis ao impresso final servindo como
um contrato entre o cliente e o fornecedor.

- QuarkXpress e TIFF com Fundo Branco
Nas primeiras versões do QuarkXpress, se você aplicar uma imagem TIFF
em uma caixa que tenha fundo de cor none, o programa vai fazer com que
a área branca da foto fique transparente, permitindo que você veja os
elementos que estão atrás. O problema surge quando o Quark não
consegue definir o contorno da imagem de modo preciso e gera um
contorno serrilhado com uma resolução de tela. Solucione fazendo um
clipping path no Photoshop e salvando o arquivo em EPS.

- Sangria
Deixe sempre uma área além das marcas de corte para páginas que não
devam ter áreas brancas em seus limites. A chamada "sangria" é este
excesso de imagem fora das marcas de corte. Três mm de sangria são
suficientes como margem de segurança.

- Teste seu PDF ou Arquivos PostScript
Para obter a visualização de um arquivo fechado, utilize o Adobe
Acrobat. O Distiller serve para converter arquivos fechados em PDF, e
o Reader, permite a visualização. Além de ser um arquivo bem menor, o
PDF pode ser visualizado, o que confere mais segurança ao cliente e ao
Bureau ou Gráfica.

- Textos em curvas - Clipping path (nós) muito complexo
Ao converter textos (fontes) para curvas evite a geração de uma
quantidade muito grande de "nós". Os softwares têm controles
(flatness) para gerir esta conversão. Além de poder comprometer o
resultado do seu documento na impressão (textos serrilhados) pode
interferir na geração de fotolitos ou chapas. Arquivos com muitos
textos devem ser feitos em programas de paginação como o InDesign,
PageMaker, Quark. Usar a Magic Wand no Photoshop para fazer uma
seleção e criar um clipping path, pode gerar um path com um número
muito grande de pontos (nós) de ancoramento e ser impossível de
imprimir. Aumente o flatness do clipping path. Se isto não resolver,
pode-se reduzir o número de nós, refazendo a seleção e usando um
número de pixels maior como tolerância na hora de criar o path. No
CorelDraw é possível saber qual é o número de nós apenas selecionando
a curva (aparece na barra de informações); deve-se evitar um número
maior que 400 nós. No Adobe Illustrator pode-se diminuir a
complexidade de um path usando a opção split long paths. O FreeHand
também possui esta opção, mas apenas no menu de impressão.

Artigo de Ricardo Fernandes • portal das artes gráficas


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