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DOMINIO DA CULTURA
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Wla  
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 Mais opções 11 nov 2006, 06:41
De: "Wla" <wla...@moc.net.br>
Data: Sat, 11 Nov 2006 00:41:37 -0800
Local: Sab 11 nov 2006 06:41
Assunto: DOMINIO DA CULTURA
DOMINIO DA CULTURA

Wanderlino Arruda

Edward Lopes, citando o antropólogo Claude Levi Strauss, uma das
inteligências mais brilhantes deste século, sugere uma regra
elementar, a da proibição do incesto na ordenação do instituo
biológico, como uma ruptura entre o universo das coisas naturais -
de modo a formar o mundo e o domínio da cultura, o que, em última
análise, separa as diferenças entre o homem e o animal, entre o
racional e o não racional, entre o bruto e o dito civilizado.
De fato, pertence ao universo da cultura tudo o que o homem realizou em
acréscimo à Natureza, através do trabalho transformador do mundo,
seja ele positivo ou negativo. Pertence ao universo da cultura tudo o
que não é hereditário, não ensinado ou não aprendido pelo homem.
Cultura é produto de aprendizagem, de absorção pelas práticas
sociais, daquelas condições que só o elemento humano é capaz de
conservar, transformar e, sobretudo, transmitir através do ensino.
Cultura - traço adquirido pela imitação e pela experiência, pelo
erro e pelo acerto - todo homem possui, por efeito do próprio ato de
viver no seu grupo social, no seu clã familiar. Em cada comunidade, de
pouca ou muita expressão civilizada, com ou sem grau de escolaridade
- isso para encontrarmos um mais conhecido traço de comparação -
temo seu substrato, estrato e até um possível superestrato de
conhecimentos capazes de tornar a vida normal e suportável como
atividade social, uma vez que cultura e sabedoria não estão
associadas apenas aos bancos escolares, mas a toda observação e
aprendizagem.
O que determina o grau de cultura, menor ou maior, é a soma de signos,
de símbolos, isto, na memória, no raciocínio de cada indivíduo ou
de cada grupo social. O grau de cultura é a capacidade individual ou
coletiva de distribuir e unir os signos, paradigmática ou
sintagmaticamente, formando e transformando imagens de pensamento, com
infinitas possibilidades de transferir informações, de produzir
comunicação. Certo é que, quanto mais signos existir em nossa
estrutura intelectual, mais motivação cultural somos capazes de criar
e conduzir, de geração para geração.
Os signos, realidade cultural, criação e modernização de imagens do
mundo, existem internamente como figuras mentais conscientes e
inconscientes, chegando a ponto de criarmos modelos até para os
possíveis objetos, ações ou indivíduos que desconhecemos ou apenas
acreditamos existir, como, por exemplo, os discos voadores, danças
movimentos, que nunca presenciamos; sentimentos que nunca sentimos; ou
figuras como santos, anjos, duendes sílfides, gnomos, deuses, produtos
da crença ou da crendice popular. Os signos são afinal uma espécie
de conhecimento nosso de uma realidade fenomênica, quase sempre
formando um sistema lingüístico, através do qual vivemos e nos
comunicamos com os nossos semelhantes.
Existem, na verdade, várias realidades que compõem a nossa vida, como
elementos que pensam, falam, comunicam, expressam sensações através
das artes, constroem símbolos e ritualizam tudo ou quase tudo. É que
há várias relações: entre o homem e o mundo - mediatizada pelo
pensamento; entre um homem - dentro de uma sociedade; mediatizada
pelos signos; entre os signos e outros signos, - na formação dos
sintagmas; tudo a marcar um conjunto psíquico e, em última hipótese,
de ideologias psicossociais.
Enfim, conforme foi proposto por Charles Sanders Peirce e Charles
Morris, campeões da Semiótica e da Semiologia, são três os pontos
de vista sobre os quais repousam o signo e uso do signo na
comunicação humana: relação do signo para signo, com a função
sintática; de signo para com o seu objeto, na função semântica; e
de signo para com o seu usuário, na função pragmática. O nível
semântico engloba o nível sintático e este, por sua vez, é
englobado pelo nível pragmático.

ATUALIDADES POESIAS
http://groups-beta.google.com/group/atualidadespoesias
MONTES CLAROS NET  http://pub17.bravenet.com/forum/1422170794/
HISTORIA DE MONTES CLAROS  http://www.wanderlino.com.br/historia
HORIZON 51  http://www.horizon51.blogger.com.br
GOLD 33  http://blog.inteligweb.com.br/blogs/Wanderlino
HOROSCOPOS  http://gbooks2.melodysoft.com/app?ID=Horoscopos2
FORTUNE  2006  http://www.fortune2006.kit.net


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Wla  
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 Mais opções 11 nov 2006, 06:53
De: "Wla" <wla...@moc.net.br>
Data: Sat, 11 Nov 2006 00:53:00 -0800
Assunto: DOMINIO DA CULTURA
DOMINIO DA CULTURA

Wanderlino Arruda

Edward Lopes, citando o antropólogo Claude Levi Strauss, uma das
inteligências mais brilhantes deste século, sugere uma regra
elementar, a da proibição do incesto na ordenação do instituo
biológico, como uma ruptura entre o universo das coisas naturais -
de modo a formar o mundo e o domínio da cultura, o que, em última
análise, separa as diferenças entre o homem e o animal, entre o
racional e o não racional, entre o bruto e o dito civilizado.
De fato, pertence ao universo da cultura tudo o que o homem realizou em
acréscimo à Natureza, através do trabalho transformador do mundo,
seja ele positivo ou negativo. Pertence ao universo da cultura tudo o
que não é hereditário, não ensinado ou não aprendido pelo homem.
Cultura é produto de aprendizagem, de absorção pelas práticas
sociais, daquelas condições que só o elemento humano é capaz de
conservar, transformar e, sobretudo, transmitir através do ensino.
Cultura - traço adquirido pela imitação e pela experiência, pelo
erro e pelo acerto - todo homem possui, por efeito do próprio ato de
viver no seu grupo social, no seu clã familiar. Em cada comunidade, de
pouca ou muita expressão civilizada, com ou sem grau de escolaridade
- isso para encontrarmos um mais conhecido traço de comparação -
temo seu substrato, estrato e até um possível superestrato de
conhecimentos capazes de tornar a vida normal e suportável como
atividade social, uma vez que cultura e sabedoria não estão
associadas apenas aos bancos escolares, mas a toda observação e
aprendizagem.
O que determina o grau de cultura, menor ou maior, é a soma de signos,
de símbolos, isto, na memória, no raciocínio de cada indivíduo ou
de cada grupo social. O grau de cultura é a capacidade individual ou
coletiva de distribuir e unir os signos, paradigmática ou
sintagmaticamente, formando e transformando imagens de pensamento, com
infinitas possibilidades de transferir informações, de produzir
comunicação. Certo é que, quanto mais signos existir em nossa
estrutura intelectual, mais motivação cultural somos capazes de criar
e conduzir, de geração para geração.
Os signos, realidade cultural, criação e modernização de imagens do
mundo, existem internamente como figuras mentais conscientes e
inconscientes, chegando a ponto de criarmos modelos até para os
possíveis objetos, ações ou indivíduos que desconhecemos ou apenas
acreditamos existir, como, por exemplo, os discos voadores, danças
movimentos, que nunca presenciamos; sentimentos que nunca sentimos; ou
figuras como santos, anjos, duendes sílfides, gnomos, deuses, produtos
da crença ou da crendice popular. Os signos são afinal uma espécie
de conhecimento nosso de uma realidade fenomênica, quase sempre
formando um sistema lingüístico, através do qual vivemos e nos
comunicamos com os nossos semelhantes.
Existem, na verdade, várias realidades que compõem a nossa vida, como
elementos que pensam, falam, comunicam, expressam sensações através
das artes, constroem símbolos e ritualizam tudo ou quase tudo. É que
há várias relações: entre o homem e o mundo - mediatizada pelo
pensamento; entre um homem - dentro de uma sociedade; mediatizada
pelos signos; entre os signos e outros signos, - na formação dos
sintagmas; tudo a marcar um conjunto psíquico e, em última hipótese,
de ideologias psicossociais.
Enfim, conforme foi proposto por Charles Sanders Peirce e Charles
Morris, campeões da Semiótica e da Semiologia, são três os pontos
de vista sobre os quais repousam o signo e uso do signo na
comunicação humana: relação do signo para signo, com a função
sintática; de signo para com o seu objeto, na função semântica; e
de signo para com o seu usuário, na função pragmática. O nível
semântico engloba o nível sintático e este, por sua vez, é
englobado pelo nível pragmático.

ATUALIDADES POESIAS
http://groups-beta.google.com/group/atualidadespoesias
MONTES CLAROS NET  http://pub17.bravenet.com/forum/1422170794/
HISTORIA DE MONTES CLAROS  http://www.wanderlino.com.br/historia
HORIZON 51  http://www.horizon51.blogger.com.br
GOLD 33  http://blog.inteligweb.com.br/blogs/Wanderlino
HOROSCOPOS  http://gbooks2.melodysoft.com/app?ID=Horoscopos2
FORTUNE  2006  http://www.fortune2006.kit.net


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