O grupo no qual você está postando é um grupo da Usenet. As mensagens postadas neste grupo farão com que o seu e-mail fique visível para qualquer pessoa na internet.
Sua resposta não foi enviada.
A sua postagem aparecerá após ser aprovada pelos moderadores.
----- Original Message ----- From: "Ney Mourão" <neymou...@neymourao.com.br>
To: <eadbr@googlegroups.com>
Sent: Sunday, July 12, 2009 11:24 AM
Subject: RES: [EADBR] Re: Dependência online/ Moodle
Olá, Wilson, Liliane e demais amigos envolvidos nessa saudável discussão.
Em primeiro lugar, parabéns a todos, pelas brilhantes exposições e pela
discussào sobre "ideias" e não sobre as pessoas - risco que, em listas,
sempre acabamos correndo. ;-) Há poucos dias, fui "conferir" em quantas
listas tenho andado, com maior ou menor participação, e tive um choque: o
maluco aqui está inscrito em quase seis dezenas delas. E, pasmem, leio
todas, e participo ativamente de umas boas três dezenas. Posso lhes
assegurar que nem sempre as pessoas conseguem manter esse nível de
não-consenso inteligente, refletivo e proveitoso para todos, já que a
discordância também nos aproxima do aprendizado, das boas metáforas, das
comparações.
Wilson, que conheço apenas virtualmente há bastante tempo, e por quem tenho
grande admiração - inclusive sendo citado por mim em diversas ocasiões,
palestras e encontros com educadores -, é conhecido por seu "gosto
minimalista". Risos. Confesso que ele me influenciou, por várias vezes, e eu
também tenho a tendência de preferir o mínimo, do que a parafernália maluca
que muitas vezes a tecnologia nos oferece - apesar de estar sempre antenado
com as "novidades". Certa vez, estive em um congressso de Educação a
Distância, desses bem famosos, no âmbito corporativo (e chega de pistas,
para não entregar... risos), e achei de uma chatisse medonha o discurso de
"inovação" da moçada engravatada que só fazia as mesmas coisas de sempre com
as suas tecnologias caras. Os poucos educadores lá presentes, deslumbrados
com aquele universo, não entendiam nada das linguagens em "americanês",
falado aos borbotões. Uma pena, já que os dois universos poderiam descer ao
planeta Terra e trocar boas experiências de reais demandas.
Nesta mensagem, creio que Wilson foi seminal:
"E observo a tendencia crescente ao uso de recursos abertos, combinados
livremente pelos usuarios, os chamados "mash-ups" de servicos em nuvem
como nao apenas este nosso GoogleGroups ou GoogleDocs mas tambem os
blogs, servicos de distribuicao de video, podcasting etc. Esta
tendencia conflita com a ideia que e' o fundamento dos LMS: a de que
recursos para a aprendizagem devem estar fechados, empacotados e
controlados num sistema unico e fechado."
Wilson, quando você fala em "combinados livremente pelos usuários", creio
que você traz a chave! Combinado, misturado, mesclado... E, aí, com bom
senso, cabe inclusive o Moodle. Estou prestes a colocar uma nova turma de
Produção Textual, usando a modalidade de Educação a Distância. Sob sua
influência, as primeiras turmas foram através do YahooGrupos, com um blog de
apoio. No entanto, tenho sentido a necessidade de uma plataforma simples,
sem muitos rebuscamentos, até para uma certa organização dos conteúdos em um
só lugar. E estou percebendo que é muito bom esta mistura saudável: vídeos
do Youtube ou do PortaCurtas dentro do próprio Moodle; o sistema de
indentação dos fóruns do Moodle, com a interface "híbrida" de entrega das
mensagens nas caixas dos usuários. Ao mesmo tempo, não dispensarei o blog,
para "cativar" determinada clientela, ou mesmo o Twitter, como "isca" para
outros. Entendo, perfeitamente, que são ferramentas que podem ser efêmeras,
mas elas estão aí, na pauta da hora. Dialogar com elas, "faz parte",
inclusive mercadologicamente falando. Há um certo prurido, às vezes, em se
enxergar a Educação TAMBÉM como negócio. Com ética e bom senso, ela pode
sim, ser um bom negócio. E estas ferramentas, muitas vezes, são o tempero
para determinados públicos.
Um grande abraço.
Ney Mourão
-----Mensagem original-----
De: eadbr@googlegroups.com [mailto:eadbr@googlegroups.com]Em nome de
Wilson Azevedo
Enviada em: domingo, 12 de julho de 2009 10:38
Para: EAD - Educação a Distância
Cc: wil...@aquifolium.com
Assunto: [EADBR] Re: Dependência online/ Moodle
Liliane
Como voce pode constatar, e' polemica a adocao de um sistema como o
Moodle -- e a esta altura voce ja' percebeu que ele nao e' o unico e
que ha' quem recomende outros sistemas que nao ele. Mas aqui preciso
ser absolutamente franco com voce: minha posicao e' bem minoritaria.
Sou parte de uma minuscula minoria que nao leva muita fe' (e no meu
caso nunca levei) em sistemas de gerenciamento de aprendizagem (LMS,
na sigla em ingles). E a sugestao que lhe dei segue esta linha: LMS
pode nao ser a melhor opcao e frequentemente nao usar LMS e' uma opcao
cujas vantagens superam as desvantagens, enquanto LMS apresentam
desvantagens que podem nao compensar eventuais vantagens.
Mas sou uma "voz que clama no deserto": uma esmagadora maioria hoje
defende o uso de LMS e dentro desta maioria um numero grande opta pelo
Moodle.
A meu favor, porem, argumento que somos uma minoria crescente e de
futuro. Num certo sentido nos adiantamos um pouco e ja', hoje,
vislumbramos um futuro pos-LMS, e nos conduzimos segundo este futuro
ja' hoje.
Renato, antes de prosseguir, permita-me um momento de "tietagem":
ontem fui indicar numa comunidade no Orkut a sua traducao do artigo
sobre Educacao Online que voce compartilhou conosco outro dia e
imaginei que estivesse em seu blog. Entao Googlei "Renato Sabbatini"
blog e numa das primeiras opcoes veio um video no Youtube com mais de
20 minutos de uma entrevista sua no Programa do Jo -- alias
interessantissima entrevista. Quem, tal como eu, nao sabia dela, pode
assistir em:
Tanto Jeronimo quanto Renato defendem o uso do Moodle para o caso
apresentado pela Liliane, de uma iniciativa paralela ao ensino
presencial, para ser usada com alunos que ficam em dependencia/
recuperacao, e de pequeno porte, menos de 100 alunos. Eu gostaria de
situar esta defesa em perspectiva historica, e vou usar elementos
trazidos pelo proprio Renato em sua mensagem.
Primeiramente chama a atencao o fato de que em tao pouco tempo Renato
ter utilizado umas 4 ou 5 alternativas diferentes. E ele nem chegou a
percorrer todo o arco que o mercado percorreu nos ultimos 15 anos no
Brasil. Em cada momento deste curto periodo houve um sistema que foi o
"queridinho" do mercado, e uma especie de "efeito manada" tornou cada
um deles o mais usado em cada momento destes. Tivemos o momento
AulaNet, o momento Universite, o momento Teleduc, estamos hoje no
momento Moodle, e so' Deus sabe quem sera' o proximo queridinho para o
qual a manada correra' em alguns anos. Creio que uma reflexao sobre
esta historia merece inclusive investigacao cientifica, e deixo aqui
uma sugestao para os que estao atras de um bom tema para uma pesquisa
de mestrado ou doutorado: que licoes esta historia ensina, o que ela
revela sobre este mercado e sobre a propria ideia de LMS como algo
necessario ou fundamental em Educacao Online.
Mas ha' ja' hoje algumas tendencias futuras que sao perceptiveis e
Renato tambem as cita em sua mensagem. Ao defender o usuo do Moodle
Renato menciona o pacote Office e a caracteristica que de uma certa
forma foi ao longo dos anos tornando-o cada vez menos atraente para os
usuarios: o seu excesso de recursos, caracteristica que o Office
compartilha com o Moodle e os LMS em geral. Achei interessante Renato
me perguntar pelo Wordpad, um "mini-Word" que vem pre-instalado no
Windows e que nos tempos em que eu usava Windows era meu preferido
para abrir rapidamente arquivos DOC do Word sem ter de esperar a longa
inicializacao do Word e sem oferecer riscos de execucao nao autorizada
de macros, um tipo de virus que foi muito popular ate' o inicio desta
decada. Achei interessante Renato perguntar pelo Wordpad e sequer
mencionar um dos servicos que mais cresce no campo do processamento de
textos, planilhas e apresentacoes, que e' o Google Docs. Um
crescimento visto pela MicroSoft como uma ameaca maior 'a atual
hegemonia do Word que o proprio OpenOffice.
Hoje e' claramente perceptivel um certo cansaco generalizado de
usuarios com o que predominou por muitos anos na industria de
informatica: aquela coisa do "quanto mais, melhor". Hoje, cada vez
mais, usuarios querem menos, nao mais. Ou o mais que procuram e' um
menos: sistemas e computadores mais leves, mais ageis, menos
complicados, menos pesados, menos confusos, menos sobrecarregados de
funcoes. O chamado "fatware" cansou. E quando alternativas mais leves
e ageis aparecem, sao imediatamente um sucesso.
Nao acho nada impossivel que um proximo queridinho dos LMS a atrair a
manada seja um sistema com menos recursos, menos confuso, menos
repetitivo ou redundante, mais leve, mais agil, mais usavel. Mas eu
aposto ainda numa outra tendencia: o pos-LMS. Vejo LMS como algo cuja
historia teve um inicio, esta' tendo um meio e se aproxima de um fim.
E observo a tendencia crescente ao uso de recursos abertos, combinados
livremente pelos usuarios, os chamados "mash-ups" de servicos em nuvem
como nao apenas este nosso GoogleGroups ou GoogleDocs mas tambem os
blogs, servicos de distribuicao de video, podcasting etc. Esta
tendencia conflita com a ideia que e' o fundamento dos LMS: a de que
recursos para a aprendizagem devem estar fechados, empacotados e
controlados num sistema unico e fechado. A ideia que fundamenta os LMS
esta' na exata contramao da tendencia mais vigorosa que cresce
fortemente desde alguns anos para ca'. Por isto falo em pos-LMS, num
futuro (que na verdade para muitos ja' e' presente) sem LMS, ou que
dispensa sem menores problemas os LMS.
> Ao mesmo tempo, não dispensarei o blog, > para "cativar" determinada clientela, ou mesmo o Twitter, como "isca" para > outros.
Caro Ney, o Moodle tem um criador e gerenciador de blogs integrado com os usuários (alunos e professores). Funciona bem para fins educacionais, e tenho-o usado com boa repercussão. Sabbatini
Caro Prof. Wilson e demais participantes deste debate.
Li e não resisti, O debate, como já observou um dos participantes, é
de muito bom nível.
Entendo, professor, seu "menos é mais em EAD" . No entanto, gostaria
de ponderar
Pode-se usar ambientes online para apoio ao ensino presencial
tradicional e, ainda mais importante, para formação acadêmica
tradicional a distância, mediada pela Internet. Nesses casos, a
burocracia universitária é implacável: quer notas, números,
avaliações, médias, etc., etc., etc. E quer o professor preparado para
defender-se (em alguns casos, até mesmo na justiça).
Nesta perspectiva, o uso de LMS completos (e, concordo, eventualmente
complexos) é inevitável. E hospedado em bons servidores (o que, em
minha opinião, não existe no Brasil, por mais que isso possa doer nos
informáticos presentes).
Uso Moodle porque preciso. Tenho que ter, para eventual necessidade,
até mesmo os endereços de IP de onde foram feitos os acessos pelos
alunos.
Penso que tudo depende da natureza jurídica dos cursos envolvidos. Se
for assunto do MEC, com diploma (e não um modesto certificado de
conclusão), não vejo como proteger-se com listas de discussão e
páginas webs bastante simples.
Gostaria muito de ouvir os colegas.
Athail.
On 3 jul, 21:14, Wilson Azevedo <wil...@aquifolium.com> wrote:
> Em primeiro lugar: de forma alguma voce atrapalha quando lanca
> perguntas sobre EaD numa comunidade sobre EaD. Pelo contrario, so'
> contribui para enriquecer a discussao com questoes que emergem da
> pratica.
> Gostaria de ajudar fazendo voce pensar em duas dimensoes:
> 1. Pedagogica
> 2. Tecnologica
> A mais importante, a decisiva, a mais fundamental capacitacao de que
> professores precisam para atuarem com recursos de educacao online e' a
> primeira, a pedagogica. Ela simplesmente pode definir fracasso ou
> sucesso numa iniciativa. Portanto, sugiro colocar em primeiro lugar o
> que merece o primeiro lugar.
> Em um projeto educacional a tecnologia deve se sujeitar aos objetivos
> pedagogicos, nao o oposto.
> O Moodle nao e' a unica e com frequencia nao e' a melhor ferramenta
> para o ensino online. E' muito usado, sem duvida. Mas eu mesmo, por
> exemplo, trabalho com educacao online faz mais de 10 anos e nao adoto
> no meu trabalho o Moodle nem qualquer outro sistema do genero, os
> chamados LMS ou AVA.
> Portanto, a primeira e mais importante coisa que recomendo voce fazer
> e' pensar na capacitacao pedagogica dos seus professores para uso de
> tecnologia em educacao -- e isto independente do sistema ou combinacao
> de recursos que voces vierem a adotar. Estou comecando nesta segunda-
> feira uma turma de um curso de capacitacao pedagogica especifica para
> educacao a distancia via Internet -- mais detalhes emhttp://www.aquifolium.com.br/educacional/capacitacao
> Se interessar ainda ha' tempo para ingressar neste turma que comeca
> nesta segunda-feira.
> As escolhas tecnologicas serao melhor feitas, com mais seguranca e de
> forma mais sensata se voces estiverem pedagogicamente capacitados para
> avaliarem as varias opcoes. Ha' varios fatores a se considerar. Por
> exemplo, numero total de alunos a serem envolvidos nisto. Estamos
> falando de dezenas, de centenas, de milhares ou de milhoes de alunos?
> Se estamos falando de dezenas ou de algumas centenas, ha' alternativas
> bem mais simples e eficazes que o Moodle. E mesmo se estivermos
> falando de milhares ou milhoes de alunos, e um sistema como o Moodle
> se mostrar recomendavel, ha' como descomplicar o Moodle para os
> professores e para os alunos, de modo a reduzir o impacto negativo que
> interfaces confusas, repletas de links redundantes desnecessarios,
> podem produzir.
> Enfim, recomendo nao perder de vista a perspectiva pedagogica.
> Tecnologia tem poder para ofuscar e cegar, momentanea ou
> permanentemente. O olhar pedagogico ajudara' a evitar as armadilhas no
> caminho do uso de tecnologia em educacao.
> Wilson
> On 3 jul, 20:19, Liliane <proflili...@aim.com> wrote:
> > Olá ,
> > Trabalho em uma Rede Municipal de Ensino e gostaria de oferecer aos
> > alunos cursarem dependência
> > atráves da modalidade semipresencial. Alguém já teve alguma
> > experiência nesse tipo de ensino em escolas regulares ? Poderiam dar
> > algumas dicas , falar dos prós e contras , etc .
> > Outra dúvida :o Moodle seria uma boa opção ? Seria fácil capaciatar os
> > professores para esta ferramenta ? Qual o tempo estimado para se
> > capacitar professores ? E para o aluno , seria fácil ele acessar em
> > sua casa ou precisa de algo especial ?
> > Tive a informação que o Moodle é complicado , de difícil intalação e
> > pesado para o servidor , procede? Poderiam me falar um pouco sobre o
> > que é necesário para utilizá-lo .
> > Desculpem a minha total ignorância ,mas por ter mesmo pessoas tão
> > capacitadas como vocês que vim busar ajuda aqui .Espero não estar
> > atrapalhando o andamento do grupo com minhas questões .
On 13 jul, 09:54, Athail <arpul...@gmail.com> wrote:
> Pode-se usar ambientes online para apoio ao ensino presencial
> tradicional e, ainda mais importante, para formação acadêmica
> tradicional a distância, mediada pela Internet. Nesses casos, a
> burocracia universitária é implacável: quer notas, números,
> avaliações, médias, etc., etc., etc. E quer o professor preparado para
> defender-se (em alguns casos, até mesmo na justiça).
> Nesta perspectiva, o uso de LMS completos (e, concordo, eventualmente
> complexos) é inevitável.
Nao conheco burocracia que produza efeitos positivos. Creio que sao
mesmo coisas inconciliaveis: vida inteligente, produtividade e
burocracia.
Burocracia boa, para mim, e' burocracia morta.
Por isto tenho enormes dificuldades para lidar com a burocracia.
Mas ela esta' ai'. E ainda detem o poder em algumas instituicoes. Na
universidade, por exemplo.
Realmente, dentro desta desanimadora perspectiva de predominio de
exigencias burocraticas LMS pode fazer sentido. Mas vejo isto como
parte de um quadro patologico institucional. A necessidade de um LMS
seria, para mim, neste contexto, um dos muitos sintomas de uma doenca
grave, que precisa de tratamento. E se eu ainda nao consigo a cura
completa, pelo menos acho que devo tentar aliviar o sofrimento
provocado pelos sintomas. Entao o caminho da minimalizacao do Moodle,
como proposto por nosso colega aqui da lista, o Edgar Amorim, me
parece a alternativa.
Em nossas instituicoes tao afetadas por esta enfermidade que e' a
burocracia com muita frequencia a gente se ve entre a cruz e a espada,
tendo que escolher entre atender melhor 'as necessidades de
aprendizagem de nossos alunos ou atender a exigencias burocraticas. Na
medida do possivel procuro a primeira opcao. E se para isto for
necessario deixar de atender uma exigencia burocratica, prefiro assim.
Melhor do que atender 'a burocracia e deixar de atender 'a
aprendizagem.
Alias, esta' ai' tambem uma questao educacional a ser encarada: a
recolocacao profissional dos burocratas. Nao e' nada pequeno o
contingente de trabalhadores empregados pela burocracia. E e' inegavel
que, numa sociedade que deseja algum futuro, a burocracia e' um
inimigo a ser reduzido ate' desaparecer. O que fazer com aqueles que
passam dias inteiros lidando com pilhas de papeis, carimbos,
exigencias documentais, enfim, o inferno cotidiano da burocracia?
Precisam ser preparados para fazer algo que seja realmente util para a
sociedade. Com muita facilidade pensamos no combate ao tabagismo mas
esquecemos de pensar no que farao milhares de familias que para
sobreviverem dependem da cadeia produtiva deste veneno que e' o
cigarro. A burocracia e' o veneno dos organismos institucionais. Ao
lutar contra ela nao podemos nos esquecer de que ela ainda e' garantia
de emprego para muitos e que precisamos pensar neles tambem.
Eu fiz uma leitura rápida nesta discussão, que está muito rica diga-se de passagem, porém vejo bem centrada no aspecto técnico. Eu gostaria de acrescentar um outro aspecto, o político que precisa ser considerado: não consegui identificar de que cidade vc escreve, mas vejo o seguinte: assim como a professora identificou essa possibilidade de utilizar uma tecnologia de apoio ao ensino, outros professores da sua mesma rede pública podem ter essa necessidade.
No meio universitário eu venho tendo contato com algumas instituições que tem tido essa mesma demanda, de utilizar a chamada EAD nos cursos presenciais. A melhor prática que vi até hoje é da universidade que define uma política de EAD, onde temos um núcleo de apoio que treina obrigatoriamente os docentes para usar a ferramenta. Nenhum professor oferta disciplina na EAD sem treinamento e existe todo o suporte necessário para a elaboração dos cursos.
Isso pode parecer distante, uma vez que a necessidade da professora é objetiva: atender cerca de 100 alunos no próximo período. Porém, dependendo do tamanho de sua cidade, pode ser interessante propor a criação de um núcleo de EAD (ou de Tecnologias Educacionais) municipal para desenvolver uma plataforma única. Se a cidade tiver polo da UAB, fica mais fácil ainda. No caso, o próprio Moodle pode (e deve na minha opinião) ser utilizado. Mas aí, não teremos uma jamanta pra matar uma formiga, mas sim uma jamanta só pra todos formigueiros(as escolas) da cidade.
> Dou aula via satélite para o Brasil inteiro há mais de 7 anos mas > recuso-me a usar a Internet como meio de transmissão das aulas. > Por questões meramente técnicas. Enquanto o satélite abrange o país > todo, ainda há alunos sem acesso à internet... > Custos elevados à parte, a qualidade também é indiscutível. > Raros são os casos nos quais o satélite "parou". E, no caso da > Internet?
Eu também, e concordo inteiramente com seus argumentos. Todas as vezes em que tentamos dar o mesmo curso por vídeo via Internet, aproximadamente metade dos alunos não conseguiu assistir, ou assistiu com má qualidade, embora tenham jurado de pés juntos (alías, era pré-requisito para o curso), terem banda larga em casa. Bom, depois das novelas do Speedy em SP, todo mundo já sabe o que é a tal da banda larga no Brasil. Sem falar que, como diz sabiamente o Dr. Gregory House, da série de TV Dr. House, "todo mundo mente"...
Nessa sexta mesmo, estivemos testando uma solução de satélite de baixo custo, usando um terminal de parabólica de 1 metro de diâmetro, e uma placa decodificadora MPEG-2 que custa apenas 100 euros, que pega em qualquer PC transmissões de video digital padrão DVB-S europeu de qualidade de cair o queixo, em ótima resolução em tela cheia, som estéreo e sem qualquer interrupção (usando apenas 20% da CPU). Assisti a aulas maravilhosas dos canais italianos de EaD, Nettuno Uno e Nettuno Due, das Universidades de Torino e Roma (em sinal aberto!). Tydo sendo recebido aqui no Brasil... Se dessem aulas em português as universidades aqui estariam ferradas.