Orkut Gmail Agenda Docs Web mais »
Grupos visitados recentemente | Ajuda | Acessar
Página inicial dos Grupos do Google
Viver de Luz?
Há um número excessivo de tópicos que aparecem em primeiro plano neste grupo. Para fazer com que este tópico apareça primeiro, elimine essa opção de um outro tópico.
Erro ao processar a solicitação. Tente novamente.
sinalizar
  1 mensagem - Recolher todas  -  Traduzir tudo para Traduzido (ver todos os originais)
O grupo no qual você está postando é um grupo da Usenet. As mensagens postadas neste grupo farão com que o seu e-mail fique visível para qualquer pessoa na internet.
Sua resposta não foi enviada.
Postagem publicada
 
De:
Para:
Cc:
Encaminhar para
Adicionar Cc | Adicionar Encaminhar para | Editar Assunto
Assunto:
Validação:
Com o objetivo de verificação, digite os caracteres que você vê na figura abaixo ou os números que ouvir ao clicar no ícone de acessibilidade. Ouça e digite os números que ouvir
 
Giridhari Das  
Ver perfil   Traduzir para Traduzido (ver original)
 Mais opções 5 nov, 07:17
De: "Giridhari Das" <g...@pandavas.org.br>
Data: Thu, 5 Nov 2009 07:17:13 -0200
Local: Qui 5 nov 2009 07:17
Assunto: Viver de Luz?

Viver de Luz?

adsz.jpg

por Giridhari Das

Muitas pessoas almejam viver de luz, ou seja, viver sem beber ou comer nada.
Algumas enxergam nisso um estágio superior de existência e naturalmente
acreditam que isso simboliza avanço espiritual ou autorrealização. O que
talvez as pessoas não saibam é que o processo de viver de luz é encontrado
nos textos milenares do yoga como sendo um dos siddhis ou “poderes místicos”
adquiridos por meio da meditação.

Na cultura da autorrealização em yoga é possível desenvolver grande poder
sobre o corpo, porque se desenvolve grande poder sobre a mente. Quem
controla a mente, controla o corpo e, dizem os textos védicos, num estágio
ainda mais elevado, controla também a energia material ao seu alcance.
Porém, esse tipo de controle da mente vem de uma vertente pouco trilhada do
caminho do yoga – dhyana-yoga – ou yoga da meditação.

yogi.jpg

Este caminho é pouco recomendado por ser menos eficaz, perigoso, difícil e
demorado – muito demorado! Os textos védicos que descrevem essas práticas
falam de iogues que passavam até 60 mil anos meditando. Isso obviamente em
outras eras, não na atual kali-yuga (era das desavenças), na qual vivemos já
há 5 mil anos.

O controle da mente sempre é o foco central da prática da autorrealização em
yoga, porém existe uma maneira mais inteligente e recomendada de atingir
esta meta, que é trilhar o caminho tríplice do yoga, ou seja, o
desenvolvimento simultâneo de comportamento piedoso e puro; conhecimento
transcendental; e devoção a Deus.

O caminho tríplice do yoga é encontrado e enfatizado nos dois textos
centrais da autorrealização em yoga: o Yoga Sutra de Patanjali e o
Bhagavad-gita (veja Yoga Sutra 2.1, por exemplo, ou Bhagavad-gita 13.8-12).

Entende-se facilmente que este é o caminho recomendado quando se compreende
que o propósito final do processo de autorrealização é ser uma pessoa livre
dos defeitos e condicionamentos mundanos, manifestados na forma de egoísmo,
raiva, inveja, luxúria, ganância, medo, ilusão, loucura etc. O objetivo é
retomarmos nosso estágio original de existência como seres puramente
transcendentais, capazes de amar puramente e sermos puramente amáveis.

Já a vertente de dhyana-yoga, ou meditação, é praticamente impossível de ser
seguida hoje. Nossas mentes estão completamente intoxicadas por todo tipo de
lixo, na forma de químicos, ondas de rádio, micro-ondas etc. e,
principalmente, toda a terrível porcaria que já absorvemos através da tevê,
propaganda, filmes, internet, revistas, jornais, conversa fiada e músicas.

Nossa mente está tão entupida de lixo que querer chegar apenas ao estágio
inicial de meditação já é uma ilusão, um conto de fadas, a não ser que se
tenha nascido num pequeno vilarejo pré-era industrial e com 5 anos tenha se
retirado para viver com um guru na floresta ou nas montanhas (que é o que os
grandes iogues faziam).

Ainda assim, mesmo que alguém tivesse essa boa fortuna de não ter passado
20, 30 ou 40 anos sujeitando sua mente a tanto lixo tóxico, cultural,
energético e químico, o caminho tríplice do yoga é mais agradável e eficaz.
Meditação por si só não é suficiente – a alma ainda precisa chegar ao seu
objetivo de voltar a ser uma pessoa eterna e amorosa.

Os textos védicos também alertam que o desenvolvimento de poderes místicos
(siddhis), que advêm da prática de dhyana-yoga, é um terrível perigo para o
iogue, pois esses poderes tornam-se uma grande tentação (Yoga Sutra 3.50-51,
por exemplo) que novamente jogará o iogue no mundo do orgulho, falso poder,
ilusão, raiva, ganância, entre outros, afastando-o do objetivo final de toda
a prática de autorrealização, que é ser perfeitamente humilde e refugiado em
Deus (Bhagavad-gita 18.66).

Não que haja um perigo real hoje em dia, pois, apesar de ainda existirem em
algumas partes do mundo, os iogues com verdadeiros poderes místicos estão em
extinção, devido ao avanço da poluição do planeta em todos os níveis –
material, cultural e mental. Além do mais, tais iogues têm poderes ínfimos,
muito aquém do que é descrito nas escrituras.

Voltando ao tema viver de luz, é interessante notar que os textos do yoga
não promovem esta prática. No Bhagavad-gita (6.17), Krishna explica que um
iogue bem-sucedido “não come nem demais nem de menos”. É o caminho do meio,
o equilíbrio, que é desejável e benéfico para o processo de autorrealização.

Já no caminho tríplice do yoga, o ato de comer tem um papel central, onde o
praticante come alimentos primeiramente oferecidos com amor e devoção a
Deus. Este alimento é chamado de prasada, que em sânscrito significa
misericórdia. Comer prasada é mais poderoso do que jejuar, no que se refere
ao despertar da alma e à purificação da consciência. Uma declaração védica
diz que “o resultado obtido por jejuar por um mês continuamente em seis
diferentes ocasiões consegue-se facilmente ao comer um punhado de arroz
primeiro oferecido a Deus [prasada]”.

Portanto, viver de luz é apenas mais um projeto do ego material,
completamente desnecessário e praticamente inatingível. Por ser algo nascido
do ego material, o resultado provável de tal empenho é se encher de orgulho
por ter reduzido o consumo de alimentos, mesmo que parcialmente, ou até a
morte inglória de inanição autoimposta.

prasadam1.jpg

Devemos sim mudar nossa dieta, mas que seja uma mudança saudável, prática,
importante para o planeta e essencial para a alma – mudança para uma dieta
de prasada, de alimentos puros, lactovegetarianos, oferecidos primeiramente
a Deus com amor e devoção. Melhor que viver de luz é comer unicamente
prasada, alimento oferecido a Deus que retorna para nós na forma de Sua
misericórdia energizante, purificadora e curativa.

 <http://www.giridhari.com.br> www.giridhari.com.br

  image002.jpg
12K Download

  image004.jpg
27K Download

  image006.jpg
59K Download

    Responder    Responder ao autor    Encaminhar  
É necessário Acessar antes de postar mensagens.
Para postar uma mensagem você precisa primeiro participar deste grupo.
Atualize seu apelido na página de configurações da inscrição antes de postar.
Você não tem a permissão necessária para postar.
Fim das mensagens
« Voltar às Discussões « Tópico recente     Tópico antigo »

Criar um grupo - Grupos do Google - Página inicial do Google - Termos de Uso - Política de Privacidade
©2009 Google