A S M Ã O S DO PROGRESSO
Douglas Skaramouch
Mãos divinas da natureza;
Mãos humanas que colhem flores;
Mãos que apedrejam:
Mãos do educador;
Mãos que acenam adeus;
Mãos que rezam;
Mãos que amaldiçoa,
Mãos que aniquilam;
Mãos dos lanceiros malditos;
Mãos de Cristo,
Ensangüentadas na Cruz do calvário;
Mãos que encarceram;
Mãos que perdoam;
Mãos que libertam;
Mãos que tocam os sinos nas igrejas;
Mãos que conduzem o arado ferindo a terra;
Mãos que semeiam a sementes nas terras férteis;
Mãos que colhem os frutos da terra
Mãos audaciosas, intrépidas e ousadas fazendo amor;
Mãos que acalentam a alma sonhadora;
Mãos que aliviam as dores;
Mãos que enxugam as lagrimas;
Mãos que apunhalam;
Mãos invisíveis destruidora da natureza;
Mãos que saqueiam o sorriso e a felicidade da criança inocente;
Mãos malditas do péssimo político;
Mãos que trazem à vida;
Mãos de mães embalando seus filhos;
Mãos de paz;
Mãos que levanta a bandeira da Pátria;
Mãos estendidas dos amigos;
Mãos que acionam os megatons;
Mãos que fazem artes;
Mãos que alimentam esperanças;
Mãos que escrevem poesias e livros;
Mãos que tingem as telas do artista;
Mãos que tocam a faces de Deus;
Lágrimas que Calam
Auber Fioravante Junior
É, é assim
que te vejo
rodando e rodando,
sobe o dourado luzeiro,
reluzindo, adentrando
em vias e vilas,
marcando e desfrutando
num rosa perolado,
a senda, a pétala flor,
do meu puro e simples
versar!
É, é assim
que te quero,
silenciosa e silenciosa,
sobre a pele carente,
refletindo, flutuando
em veios e cidadelas,
desenhando e frutificando
num azul firmamento,
a cena, a folha flor
de todo sentimento,
guardado no peito!
É, é assim
que te sinto,
verdadeira e verdadeira,
entre a tábula dos guerreiros,
divagando, melindrando
em córregos e lagoas,
fantasiando e calando,
num vil colorido,
a ciranda, a planta flor
que ri, que canta, que chora,
nos orvalhos do anoitecer!
Formatação:
13/07/2008
Porto Alegre - RS
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