VEJA CONTEÚDOS MAIS ABAIXO....
Olá amigos,
Criei novo tópico de discussão para acomodar este assunto e facilitar
pesquisa.
Seguem cópias de conversas anteriores em outro tópico :
(Veja continuação no final, após 3)
1 - Olá Luiz e Fred,
Não sei se nossa ecovila (Viver Simples) é a primeira de Minas Gerais
(em projeto) mas em manifestação material, acredito que sim. Nosso
intento é inspirar outras várias a surgirem aqui em Minas ou em
qualquer outro estado. Estou à disposição para ajudar qualquer pessoa
interessada em saber sobre nossos acertos e erros, caso possa ajudar.
Aproveito para convidar todos para uma visita virtual a nossos dois
sites, ou uma visita mesmo pessoal, de preferência nos finais de
semana.
www.viversimples.com.br ou
http://ecovilaviversimples.ning.com/
Nesse ultimo site podem participar do grupo quem está se unindo para
nos ajudar a CRIAR A MOEDA SOCIAL LOCAL. Podem também ali assistir ao
video Zeitgeist Adendum, um filme excepcional que nos mostra o quanto
o sistema monetário que usamos está nos escravizando.
Não é nada fácil criar A MOEDA E O BANCO SOCIAL na região do sul de
Minas. Mineiro é culturalmente muito desconfiado. Isso é explicado
claramente dentro do Taoismo pelas leis dos 5 elementos. Metal é
contração, é interiorização. Mas estamos caminhando.
Nossa MOEDA vai se chamar ORIÁ, nome sagrado indígena dessa terra, que
só os antigos do local reconhecem, mas que tem o poder de nos remeter
ao tempo em que os homens eram livres e viviam mais em contato com
nossa mãe Gaia.
Para criar um BANCO SOCIAL é preciso sensibilizar a população local, e
apesar de já termos as condições legais para isso, preferimos iniciar
com as feiras de trocas, seus agente e esse caminhar lento necessário
ao entendimento pleno da cultura local.
Considero -me como alguém que sempre amou e se dedicou ao
conhecimento. Mesmo assim, levei dois anos estudando para compreender
a importância vital da mudança do sistema monetário para a
sobrevivência de qualquer ecovila.
Não quero tomar o tempo de vocês contando tanta história. Adoro
histórias, e nesse local solitário onde vivo, na zona rural de
Itamonte, em Morro Grande, antiga Oriá, as histórias fervilham, e dá
muita vontade de contar todas aqui nessa mensagem.
Por hora só quero responder ao convite do Fred para falar um pouco
sobre MOEDA SOLIDÁRIA, e me colocar à disposição no que possa ajudar,
e pedir ajuda aos que já possuem experiência sobre esse assunto.
Recebemos uma cartilha ensinando o passo a passo nessa direção, criado
pelo Heloisa Primavera e sua equipe, e coloco à disposição de todos
que estejam interessados e que precisam de saber como fazer. Se posso,
e se querem, posso postar ou pedir ao Fred que o faça.
Estamos nesse momento criando um grupo de moradores locais para
estudar essa NOVA ECONOMIA. Segundo a cartilha, precisamos formar 10
pessoas que, de posse desse conhecimento, possam mobilizar a população
tradicional de Morro Grande a se libertar desse sistema desumano e
criar seu próprio desenvolvimento.
As informações todas do processo estão no site do NING de nossa
ecovila.
Obrigada, Luiz, por nos oferecer ajuda. Ela será bem vinda e gostaria
imensamente de saber qual foi o resultado de sua experiência com a
FEIRA DE TROCAS. Ainda existe? Em que local ela acontece??
Um abraço a todos os amantes das ecovilas. Moro aqui na Viver Simples
e posso garantir que é maravilhoso, mesmo com tantas dificuldades
inerentes as coisas pioneiras. O ar puro, a alimentação saudável, o
calor do sol, o som das águas de nossos rios correndo, agem como um
bálsamo e nos impulsionam para seguir em frente!! Vale a pena!!
Muita luz!
2 - MOEDA SOLIDÁRIA, ou social.... Muito bom !!
Uma certa vez andei tentando bolar um "BANCO DE PRODUTOS E SERVIÇOS".
Parecem ser idéias similares. O banco seria um tipo de controle
virtual ou real de créditos e débitos dos possuidores de conta.
Ao invés de rolar dinheiro, tramita informações sobre créditos e
débitos de coisas novas ou usadas e de serviços. O banco pode ter,
logicamente, uma moeda própria.
Gostaria de trabalhar estas idéias com a Ly !!
Abraços a todos,
Luiz.
3 - Luiz e amigos do grupo,
Realmente me encanta a maneira como escreve seu xará Luiz Eduardo.
Muito transparente e altamente explicativo seus textos.
A Ly a que se refere, Luiz, é uma das integrantes da ecovila Viver
Simples, localizada em Itamonte, Minas. Se não estou equivocado (Ely
pode nos informar) Viver Simples é a primeira ecovila criada no
estado.
No momento eles estão no processo de criação da MOEDA SOLIDÁRIA local,
envolvendo a comunidade rural de Morro Grande. Ely está precisando de
voluntários para colaborar com esta iniciativa. Algum interessado???
Fique a vontade para falar sobre a criação da moeda, Ly!
Saudações, Fred
Ely, Fred e amigos,
Ely...Não tive experiências com feira de troca. O que citei foi sobre
o BANCO DE PRODUTOS E SERVIÇOS
Pode ser, também, UM BANCO VIRTUAL PARA TROCA DE INFOPRODUTOS E
OUTROS.
Vou descrever genericamente. Talvez contribua, de alguma forma, para a
implantação da MOEDA SOLIDÁRIA aí em Morro Grande :
O BANCO DE PRODUTOS E SERVIÇOS se adapta inicialmente a pequenas
comunidades. Na verdade é um sistema de controle para administrar
corretamente as trocas entre aqueles que tem produtos novos ou usados,
além de serviços.
Suas duas principais características, são :
INTEGRAÇÃO DAS NECESSIDADES - O usuário troca o que puder oferecer não
com alguém que tenha o que ele precisa, mas com qualquer coisa ou
serviço de que necessite. Este sistema cruza as necessidades e os
preenchimentos das mesmas. Por exemplo : Eu tomo de alguém (que tenha
conta no Banco) um relógio que preciso, e esse alguém não precisa dos
tijolos que fabrico. Na minha conta são debitados créditos (que pode
ser em R$ ou em ORIÁ) equivalentes ao valor de troca do relógio.
Uma terceira pessoa toma os tijolos que tenho, debita o valor em sua
conta, e os mesmos créditos vão para a minha conta.
Na conta do que cedeu o relógio é creditado o valor de troca do
relógio. Uma pequena percentagem vai para a conta do BANCO SOCIAL, OU
BANCO DE PRODUTOS E SERVIÇOS a fim de criar um fundo de reserva e
cobrir seus custos administrativos. Pode ser que haja necessidade de
alguma taxa em R$ ou ORIÁ.
Enfim.... é uma forma de tramitar informações e não dinheiro em
espécie ( mas pode, também )
CONCEITO SOLIDÁRIO DO MÁXIMO E DO MÍNIMO PARA MÃO DE OBRA - Os
serviços são valorados em uma tabela aceita antecipadamente e pré-
estabelecida, onde há um valor máximo de mão de obra e um valor
mínimo. Por exemplo : os integrantes acordam que o valor máximo nunca
vai ser mais que o dobro do valor mínimo. Um dentista da comunidade
(ou melhor, do banco), vai receber por hora, digamos, R$8,00. Um
trabalhador que for capinar o seu quintal receberia R$4,00, também por
hora. Ou seja : os salários máximos e mínimos são aproximados quando
se referirem a créditos ou débitos dos correntistas do BANCO. Se
desejarem, o valor de mão- de-obra pode ser o mesmo para qualquer
profissão.
Esta segunda característica é que faz deste sistema, realmente um
SISTEMA de informações de trocas
"SOLIDÁRIO".
Quanto às regras básicas para operacionalização....Não é difícil
imaginar e criar.
Abração a todos....Luiz.