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Hoje é a FESTA DO SOL - o “Natal do Sul”
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Luis Augusto Weber Salvi  
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 Mais opções 24 jun, 14:35
De: Luis Augusto Weber Salvi <webersa...@yahoo.com.br>
Data: Wed, 24 Jun 2009 10:35:41 -0700 (PDT)
Local: Qua 24 jun 2009 14:35
Assunto: Hoje é a FESTA DO SOL - o “Natal do Sul”

 
 
A FESTA DO SOL
 
Um Marco da Tradição Meridional
 
 
Uma das mais belas festividades que o mundo conhece é realizada nos Andes peruanos a cada ano, para celebrar o início do Ano Novo no Hemisfério Sul. A Festa do Sol –ou Inti Raymi em quéchua–é celebrada na data de 24 de Junho, poucos dias após o Solstício. Não por coincidência, é o mesmo dia do Natal do Hemisfério Norte, a 24 de Dezembro, que nasceu da festa dedicada ao deus solar Mithra, considerando as diferenças das Estações entre ambos os Hemisférios.
Por que razão não se marca a data nos próprios Solstícios de Inverno, a 21 de Dezembro no Hemisfério Norte, e a 21 de Junho no Hemisfério Sul? Sucede que o dia de 24 representa o recomeço do percurso solar e o aumento dos dias, após ter ficado o Sol aparentemente “três dias parados” na transição de ciclos, fato este comumente observado nos mitos solares e nos relatos bíblicos, sinalizando o “Sol invicto”. Tampouco é casual a coincidência da data com a da Festa de São João, quando se acendem fogos para incitar ou para anunciar o fortalecimento das “luzes” do mundo.
Nos Andes, milhares de pessoas se reúnem para celebrar esta grande Festa que é um verdadeiro patrimônio cultural da humanidade, atraindo turistas e peregrinos de todo o mundo, revivendo esta tradição milenar que certamente os Incas herdaram de outras culturas.
Atu­­almente está havendo um gran­de mo­vi­mento de res­tau­ração da cultura pré-co­lom­biana, e Cuzco está se mo­bi­lizando até ao nível ad­mi­nis­trativo para recu­pe­­rar mui­to de sua antiga face, inclusive devolvendo os nomes incaicos de suas ruas e re­­­cons­tru­indo a Plaza de Armas onde ficavam o Palácio do Inca e o Tem­plo do Sol, o Coricanha. A antiga ban­­deira incaica de arco-íris (sim­bo­­­lizando entre outras coisas ao setenário saturno-sols­ti­ci­al) já havia sido in­cor­porada, e agora a cidade adotou tam­­­bém o símbolo do Sol-criança, afir­man­do a simbologia natalina de uma forma muito plena. Este disco solar foi a única peça de ouro que sobreviveu do espólio do Coricancha, cujo revestimento de placas de ouro foi retirado para (debalde...) pagar o resgate do imperador incaico Atualpa.
O culto ao Sol no Peru é, po­­rém, anterior à cul­tura inca e re­­monta à ci­­vilização de Tiwanaco, com sua famosa "Porta do sol", onde os esotéricos também se reúnem para realizar ce­­lebrações na época do Solstício do Equinócio. E se acendem fo­gueiras como na Cuzco pré-colombiana, quan­do o Inca man­­­dava apagar todos os fogos do Império, sim­boli­zan­do o momento de su­prema obs­cu­ridade para o mundo que é todo o final de Era. Com a che­gada do dia, e após os sa­­­­­­crifícios re­­a­­lizados, um novo fogo era acendido e dis­tri­buído a todos, sinalizando uma nova dis­pensação da luz e a renovação de tudo.
  
   
 
Sacsayhuaman, Cuzco
 
Os Filhos do Sol
 
O tema central da Festa do Sol é o agradecimento ao Sol por sua glória e a de seu povo, os Incas. A encenação, com centenas de atores, acontece em Cuzco, a antiga capital do Tanwantisuyo, o Império inca das Quatro Direções. Começa no Qoricancha, prossegue até a praça principal da cidade e termina junto à grande esplanada de Sacsayhuaman, com seu formato de puma solar. O ponto alto é o sacrifício da lhama, simbolizando o sacrifício do Sol através do primeiro Inca, Manco Capac, fundador do Tanwantisuyo.
A simbologia da Festa do Sol, como a do Natal, foi criada em relação ao solstício de Inverno, quando o Sol se encontra o mais longe possível da Terra, mas tam­­­­bém quando começa novamente a se aproximar.
Nesta data, nos tempos dos incas, qua­se toda a imensa po­pulação de Cuzco (mais ou menos 200 mil pessoas) era convidada a se retirar da cidade, permanecendo ape­nas o Sapa In­ca e sua fa­mília, ou a nobreza em geral, que permaneciam três dias em abs­tinência sexual.
Na noite do solstício, a mais longa do ano, o inca retirava a sua coroa e passava a noite em orações. Chegada a manhã, lhe era entregue uma lhama branca, à qual o Sapa Iinca confiava uma mensagem para que le­­vasse ao sol, e a sacrificava. É o mes­mo sacrifício do cordeiro imaculado entre os hebreus. Te­mos aqui evi­dentes sím­­­­­bolos crís­ticos, como o do o Natal.
E ao amanhecer deste dia menor do ano, então o Inca chamava a população de volta e todos faziam uma grande festa, pois o Sol tinha vencido as trevas e a vida iria prosseguir.
 
 
 
 
Disco solar de ouro, símbolo incaico astrológico do "Sol-Menino" (ver análise do tema na Revista Órion de Ciência Astrológica,n° 5, FEEU/AGARTHA)
 
 
Apenas Folclore?
 
Hoje faz-se apenas um sacrifício simbólico da lhama, em Cuzco. E isto não está mal porque o verdadeiro sacrifício deve ser antes espiritual.
A Festa do Sol certamente modificou-se muito desde que era realizada entre os Incas. Perdeu sua solenidade e já não existe nenhum inca para mobilizar os espíritos da forma necessária.
Mas aqueles que pen­sam que o culto solar existe apenas como folclore ou atração turística se enganam em parte. Em Cuzco certamente esta tradição foi embelezada e popularizada, muito diferente da austera imagem que tinha entre os incas.
No entanto, os povos que vivem retirados entre as montanhas, fazem neste dia uma grande festa que dura toda a madrugada. Por vezes até mesmo algum criminoso é morto nesta noite, em lugar do Sol que deve renascer para que o mundo ressurja das trevas.
E quando o Sol nasce no dia seguinte, todas as danças, cantos e músicas silenciam, e com grande solenidade os filhos do Sol contemplam a subida do astro-rei no horizonte da serras.
 
 
Alinhada com a Nova Era
 
Muitos mensageiros têm informado que a Nova Era terá o seu centro principal no Hemisfério Sul (como Serge Raynaud de la Ferrière, Elizabeth C. Prophet e outros).
Ocorre que a energia espiritual pulsa no mundo como num grande coração, ora no Norte, ora no Sul, assim como entre Leste e Oeste, tendo em vista o equilíbrio planetário. O ciclo áryo Norte/Leste está extinto e a energia se volta novamente para o Sul/Oeste, percorrendo portanto a linha sagrada do Feng-Shui, que é NO-SE (Nordeste-Sudoeste), chamado de “Itinerário de IO” pela Sociedade Brasileira de Eubiose.
Como parte deste processo está a revalorização dos costumes locais, suas festas e tradições. Neste sentido, aquilo que a herança andina tem a oferecer é insubstituível, ao menos como modelo.
Temos demonstrado que é sempre bastante complexa a mudança de padrões culturais de um hemisfério para o outro. Por isto devemos olhar com atenção para tudo o que possa facilitar este processo. O Calendário incaico poderá ter muita utilidade no futuro.
Os esotéricos deveriam ir pelo menos uma vez a Cuzco para participar da Festa do Sol, como uma espécie de "Meca". E isto vale tanto pela aventura como pelo sentido cultural que apresenta.
Conhecer os Andes e suas culturas muitas vezes bem preservadas, é ainda uma das grandes aventuras que se pode ter nesta vida.
Existem hoje excursões que vão exclusivamente para a Festa do Sol ou aproveitam para visitar alguns pontos mais importantes nas redondezas, como a fantástica Macchu Picchu, cercada de montanhas e vales.
Se você não puder ir à Cuzco, procure fazer o acompanhamento da Festa do Sol em meditação ou com uma fogueira, aguardando o sol nascer na madrugada do dia 24. Certamente poderá aurir muitas bençãos, pois a luz do mundo meridional nasceu neste dia. E com ela uma nova humanidade renascerá, sob as glórias do Sol Espiritual.
Segue o Cântico do Sol de São Francisco de Assis, o grande precursor do Evangelho da Natureza, e a GRANCE INVOCAÇÃO de Alice A. Bailey.
 
 
Cântico do Sol
 
Altíssimo, onipotente, bom Senhor:
teus são os louvores, a glória, a honra e toda benção.
A Ti somente, Altíssimo, se devem tais homenagens,
e homem algum é digno de pronunciar teu nome.
Louvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas,
especialmente o senhor irmão sol,
que faz o dia pelo qual nos iluminas.
Ele é belo e radiante; com grande esplendor
nele a tua imagem aparece, ó Altíssimo.
Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã lua, e as estrelas:
no céu Tu as formaste, claras, preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão vento,
pelo ar, pelas nuvens, pelo céu limpo, por todo o tempo,
com que sustentas tuas criaturas.
Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã água,
que é muito útil, humilde, preciosa e casta.
Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão fogo,
com que aclaras a noite: ele é belo e alegre,
robusto e forte.
Louvado sejas, meu Senhor, por nossa irmã mãe-terra,
que nos alimenta e governa,
e produz diversos frutos com flores coloridas e erva.
Louvado sejas, meu Senhor, por aqueles que perdoam por tem amor,
e suportam enfermidades e amarguras.
Bem-aventurados os que resistem em paz:
por Ti, ó Altíssimo, serão coroados.
Louvado sejas, meu Senhor, por nossa irmã morte corporal,
da qual nenhum homem vivo pode escapar.
Ai daqueles que morrem em pecado mortal!
Bem-aventurados os que se encontram na tua santíssima vontade
porque não lhes pode fazer mal a segunda morte.
Louvai e bendizei ao meu Senhor,
agradecei-lhe, servindo-o com grande humildade.
 
 
A Grande Invocação
 
Do ponto de Luz na Mente de Deus
Flua luz às mentes dos homens;
Desça a Luz à Terra.
 
Do ponto de Amor no Coração de Deus
Flua amor aos corações  dos homens;
Volte Cristo à Terra.
 
Do centro onde a vontade de Deus é conhecida,
Guie o propósito as pequenas vontades dos homens;
O propósito que os Mestres conhecem e servem.
 
Do centro a que chamamos raça dos homens,
Cumpra-se o Plano de Amor e Luz
E mure-se a porta onde mora o mal.
 
Que a Luz, o Amor e o Poder
restabeleçam o Plano na Terra.
 
 
 
Editorial Agartha
Livros para um Novo Mundo
http://agartha-edicoes.blogspot.com
 

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