Promessa antiga
(Tere Penhabe)
Uma promessa foge da gaveta,
Feita no acordo antigo e amarelado,
Cujo teor se sabe, massacrado,
Para tornar-se ofensa mais concreta.
Que pena! Ver jorrar da alma do esteta,
O pranto, pelo próprio, provocado,
É como ter nas mãos, o seu legado,
A fustigar a dor que lhe acarreta.
Seguem os navegantes pelos mares,
Perdidos, à deriva, sem seus pares,
Parecem versos pobres, mal formados...
Que a moça atenta já conhece a rima,
E fora do contexto, não sublima,
Os barcos que se mostram desalmados.
Santos, 06/12/2009
www.amoremversoeprosa.com
Todos os créditos a quem de direito.
Tubes: Narah e Dider
Música: My way - Frank Sinatra