SIMONE-
ONDE ESTÃO OS CARAS PINTADAS?
Várias pessoas tem me perguntado onde estão
os "cara-pintadas".
Alguns acreditam que falta a globo reeditar "anos rebeldes".
Talvez não seja isso, falta, talvez, as pessoas
quebrarem a dependência da Globo.
Falta perceberem que uma rede que deve milhões ao BNDES,
conseguidos para manter sua TV a cabo,
não há de contribuir para o povo se erga contra
os seus benfeitores.
Se a Globo dedicasse tanto tempo que gasta para combater a Record e a Igreja Universal, para combater a bandalheira no senado...
Quanto aos estudantes, a maior parte da massa
dos caras pintadas durante o "impeachment" do
Collorido presidente, hoje não se importam com nada.
Temos perpetuado a educação pró-forme em nosso país.
Não se ensina os jovens a desenvolverem o senso crítico.
Quem tem a ousadia de pensar por si mesmo logo sofre
ataques de todos os lados.
Ensinamos nossos jovens a serem degustadores
de batráquios ( engolidores de sapos ) como a
maioria das pessoas acha ser politicamente correto hoje em dia.
Mas, ah, se morre um "ídolo", aí a "comoção" é geral
Inundam-se a internet e a mídia, como um todo,
com homenagens póstumas em busca de ibope.
Mas quando o assunto é sério, essas mesmas "viúvas" chorosas e indignadas ficam caladinhas em seus cantos fingindo nada verem.
Enquanto isso, como dizia aquela canção de "As Meninas",
" ...e o futuro todo mundo já conhece...o de cima sobe e o de baixo desce"
E o Senado?
O Senado vai bem obrigado!
E o Povo?
AH! O povo vai de cara pintada...
e um nariz bem vermelho.
"Cara de palhaço, roupa de palhaço, pinta de palhaço..."
Cantando feliz e contente em coro:
Ê ÔÔÔ Vida de gado...
Povo marcado Ê...Povo feliz!
Jorge Linhaça
anjo.lo...@gmail.com
25 de agosto
Dia do Soldado
E onde estão os outros,
também soldados?
PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES
Geraldo Vandré
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Na voz de Zé Ramalho
Arte Final - Cleide Canton
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