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ÂNGELA
UMA MÃE QUE PERDERA SEUS FILHOS À JUSTIÇA DOS HOMENS. (faleceu, provavelmente por desgosto, alguns meses após esta poesia)
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Ela não parecia crer. e nem descrer. Seus olhos lânguidos transpareciam uma alma que também queria ver.
Ver a realidade. Ver Deus. Ver a vida após a morte... Não para si mesma, mas para todos os seres e a humanidade.
Não era filósofa, não era mística, não era poeta. Era uma flor atordoada em meio a um vento tempestuoso tentando suas murchas pétalas segurar, mas aceitando o seu destino, de um dia seu botão ressequido deitar-se ao solo e deixar que suas sementes espargidas eternizassem sua vida.
(Eu estava sentado candidamente, com o olhar longínquo, diante de seu “mundinho”, como sempre ela fazia.)
Luiz A. V. Spinola, out/2000 Direitos Autorais Reservados.
Angelica Lepper
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