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Idioma: Português (Brasil)
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PROCURAM-SE - Auto-desapropriação - Instinto de posse - Pertencimento coletivo - Confiança Mútua - Salário máximo mais próximo do mínimo - Ganhos excedentes - Custos ambientais - Justiça e equidade social.     Versão 3 de 5, editar de luiz - 12 nov 2007

 

PROCURAM-SE

Publicado nos primeiros dias de formação dos Grupos-Ambiente

(primeiro semestre/2006)

 

Leitores e escritores da Infoera que se identificam, ou se simpatizam, com os seguintes princípios :

(para um mundo melhor, possível, viável, sustentável, mais justo, a ser salvo)

 

 

==A auto-desapropriação: O indivíduo “expropriar-se”, espontânea e livremente, de valores internos e externos (valores intelectuais ou éticos e valores físicos construídos ou naturais) que a cultura dominante instou-lhe a apropriar-se. No entanto, isto não significa um “desprendimento absoluto”, mas uma racionalização do instinto de posse: é realmente meu aquilo que me é necessário. Além disso, o enaltecedor sentimento de posse deve ser transferido do poder individual para o pertencimento coletivo.

 

Na prática, este princípio(em relação ao escritor) demonstra que toda produção intelectual, seja artística, científica ou cultural, é produto resultante do conhecimento humano como um todo, e portanto “patrimônio da humanidade”. O escritor fica com dois méritos: o de aceitar-se como um canal e o mérito de seu trabalho como “amanuense” daquilo que perpassa em si mesmo. Como resultado desta consciência, o escritor perde “o ciúme” de seus escritos, e disponibiliza-os, quase que incondicionalmente, a todos os seres humanos, os verdadeiros proprietários do conhecimento.

 

 

==A confiança mútua: e outros valores éticos  a ela relacionados, como a sinceridade, a honestidade e a “transparência” ou veracidade. Estes são atributos humanos indispensáveis para um mundo que deseja evoluir com justiça e viabilidade. Os leitores confiam (além do sistema de prestação de contas adotado) que suas contribuições serão corretamente aplicadas, e os escritores confiam que seus trabalhos não serão plagiados, e que contribuições conscientes, espontâneas e eventualmente secretas, virão como retribuição a seus esforços e como participação em projetos que beneficiem a coletividade.

( logicamente quando os leitores gostarem do que estão lendo ou reproduzirem conteúdos ).

 

==Um salário máximo mais próximo do mínimo: Fala-se muito sobre o salário mínimo, como se apenas o seu aumento fosse a solução para todas as desigualdades entre as classes sociais. Porém esquece-se, ou esquiva-se, de se propor ou aceitar um salário máximo.

 

As pessoas tem a tendência a julgarem que as causas dos problemas sociais estão sempre além de si mesmas, na esfera de resolução das instituições.

Geralmente só os governos e os empresários são os culpados.

 

Um salário máximo, como um mecanismo econômico de redução de extremos, seria, antes de mais nada, uma necessidade e uma solução aceitas e propostas pelas próprias pessoas, pela sociedade. Depois, governos e empresários, ajustar-se-iam à sua soberana vontade.

 

Qual a razão, plausível e lídima, que justifica um indivíduo ganhar uma salário de R$3.500,00, e outro, só porque estudou  duas vezes menos, receber R$350,00 ? (relação muito distante de 1 : 10) Intelectualidade? Esperteza? Dotes idiosincráticos?... Ora, somos seres humanos, potencialmente capazes de modificar nossas tendências naturais para o predomínio.

 

O princípio de uma relação mais estreita (e justa) entre ricos e pobres deve ser propalado. Só então, após ser amplamente entendido e aceito, leis serão criadas para implementarem esta forma de “diminuir os excessos de pobreza e de riqueza”.

Enquanto isto não acontece, quem aufere lucros ou salários além de suas necessidades básicas (biológicas e humanas), poderá vivenciar este princípio repassando parte de seus ganhos a projetos sociais, socio-econômicos, culturais e ambientais que favoreçam, prioritariamente, as classes de menor poder aquisitivo.

 

Os projetos ambientais incluem-se também nos “ganhos excedentes”, pois a sociedade e a economia modernas ainda não inseriram os “custos ambientais” nas atividades humanas. O dinheiro que deveria ser direcionado a minimizar estes custos está sendo “apropriado” através dos lucros e dos salários excedentes. Nada mais justo que redirecioná-los a seus devidos fins :

A preservação de todas as vidas no planeta terra. (inclusive, inteligentemente, as dos próprios seres humanos).

 

Eis a razão para os Grupos-Ambiente manterem, futuramente, uma permanente campanha de contribuições, aplicando-as, com seriedade e transparência, na execução dos projetos referidos acima, e na justa, porém não excessiva, retribuição a seus colaboradores.

 

Luiz A. V. Spinola , 

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1 mensagem sobre esta página
9 nov 2007 por luiz
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