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PASSARINHOS SOLTOS PELA CASA    
 
 
Passarinhos soltos pela casa
 
 

Com a ajuda da mãe, estudante de 12 anos cria aves fora das gaiolas

Repórter do JB - Jornal do Brasil 
 

Na sala do pequeno apartamento de um quarto no Setor Policial Sul, a pequena Dandara Aiache, 12 anos, brinca com seus animais de estimação. Para não ser igual aos colegas da escola, a garota optou por bichos nada convencionais. Desde novinha, cria passarinhos com a ajuda da mãe, Silvana Culetto. As aves vivem soltas e obedecem às ordens das duas donas.

- É comum ter cachorro, gato e coelho, mas passarinho ninguém tem - orgulha-se Dandara.

 

A pardoca, ave mais antiga da casa, come na boca de Dandara. Chamada de ''My Baby Tamisa'', ela adora ficar no colo da garota. A ave tem até sobrenome, mas nada comum. O sabiá do campo, encontrado no mato próximo ao edifício onde moram em dezembro, não é tão dócil como Tamisa. O bicho foi carinhosamente apelidado de Biquinho Dourado. Ele passa o tempo todo pendurado numa corda que atravessa a sala do apartamento. Antes de levar o filhote para casa, Silvana ofereceu o bichinho à mãe, mas ele foi rejeitado por não saber voar.

 

Silvana cria passarinhos há 24 anos. Quando trabalhava como telefonista no Hospital Santa Luzia, ela carregava os pássaros de estimação nos cabelos. Desde adolescente, lê e estuda sobre os animais. Com amigos que trabalham em petshops, ela aprende quais comidas deve dar para cada espécie. Além dos farelos tradicionais, as aves recebem um complexo vitamínico.

 

- Os passarinhos são dotados de uma inteligência e de um companheirismo fora do comum - explica Silvana.

Mãe e filha tiveram de se adaptar aos animais. Tomam todo o cuidado para não machucá-los. Um sente ciúmes um do outro e, por isso, cada um tem o seu espaço. Tamisa gosta de ficar no espelho e passa boa parte do dia numa cama improvisada se admirando. Única que sabe voar, passeia de uma lado para outro, vai ao corredor do segundo andar do prédio, mas sempre volta.

 

O apartamento, cheio de bonecas e ursinhos de pelúcia de Dandara, foi adaptado para os animais. As duas televisões da sala, uma para Silvana e outra para a filha, foram cobertas por plásticos. Biquinho Dourado, que não sai de sua corda, faz cocô sobre um jornal. Tamisa, mais agitada, suja várias partes da sala. Assim que vêem a lambança da pardoca, Silvana e Dandara não se importam de limpar a sujeira com um rolo de papel higiênico reservado para ela.

 

Segundo o psicopedagogo Américo Peixoto, a criação de um bicho de estimação ensina a criança a cuidar do próximo, a ter limites e preenche a necessidade de afeto das crianças. O bicho usa uma linguagem para expressar suas limitações e desejos.

 

- Os animais têm memória condicionantes e por isso podem ser adestrados. Eles são movidos por crianças abaixo de três anos - explica Peixoto.

[19/JAN/2003] 

 

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1 mensagem sobre esta página
26 mar 2008 por Luiz Antonio
Repórter do JB

Na sala do pequeno apartamento de um quarto no Setor Policial Sul, a
pequena Dandara Aiache, 12 anos, brinca com seus animais de estimação.
Para não ser igual aos colegas da escola, a garota optou por bichos
nada convencionais. Desde novinha, cria passarinhos com a ajuda da
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