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O AQUECIMENTO PLANETÁRIO ( I, II, III e IV ) - reeditados em 28/01/2008 e em 07/08/2008
O AQUECIMENTO PLANETÁRIO ( I )
UM POSSÍVEL ERRO INSTITUCIONALIZADO - SOBRE O EFEITO ESTUFA
(1) Há muitos erros, de muitas naturezas, que se institucionalizam. no tempo suas consequências negativas. Na área do meio ambiente,
(2) Observando-se de um ponto de vista dedicado, nada se encontra de ou os parâmetros e procedimentos nas medições das temperaturas médias.
(3) Observando-se o problema do aquecimento planetário com uma visão
cem anos, a atmosfera voltou a ser mista. Exoenergética pela radiação solar entrante, e endoenergética por toda dissipação calorífica provocada
a intensidade de energia aplicada e o poder de isolação desta energia (que depende das condições físico-químicas das paredes). quanto tempo a energia radiativa solar que entra na atmosfera terrestre consegue reirradiar-se para o espaço ?.
de energia aplicada ao sistema. Há estudos que confirmam um aumento das radiações solares nos últimos cem anos, tanto de forma direta ---centrado no espectro da luz visível---, como indireta, através das atividades solares e seus consequentes efeitos no magnetismo ( solar e terrestre ).
OBS : Para melhor compreensão, leia-se as continuidades deste artigo.
Luiz Antonio Vieira Spinola, nov/2006 Direitos Autorais Reservados. Permitida a reprodução apenas gratuitamente pela Internet. Para site ou qualquer outro meio de comunição comercial, favor contatar o autor (ver email no póximo parágrafo) Atenção : Entenda-se este texto como cogitações acerca do efeito estufa. As frases são construidas no modo afirmativo, porém por mera simplificação dos conceitos prováveis a serem transmitidos. São bem recebidas sugestões para correções e melhorias, bem como críticas. Favor direcionar respostas para :
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O AQUECIMENTO PLANETÁRIO ( II ) : UMA NOVA INTERPRETAÇÃO
( Cont. de : “Um Possível Erro Institucionalizado”(1)- do efeito estufa. )= Aconselhável a leitura.
ATENÇÃO : Embora o texto a seguir use mais frases no modo afirmativo, considere-se apenas como efeito didático. São simplesmente proposições.
Resumindo o exposto no primeiro artigo, concluímos que o aquecimento planetário está aumentando por duas razões : uma, a já aceita e convencional emissão excessiva de gases-estufa; e outra---resultado principal do artigo anterior—, o aumento das radiações refletidas pela maior exposição das superfícies continentais à ação da energia solar, somada às aparentemente mínimas inserções de calor por toda manipulação energética efetuada pelos homens. (queimadas, fogões, motores, fricções, equipamentos e aparelhos eletro-eletrônicos, etc.)
Desta forma, vemos que o aquecimento planetário sofre um acréscimo, não só pela emissão de CO2 e de outros gases-estufa, mas também pela própria energia calorífica gerada pelas atividades humanas, inclusive a decorrente de peças em atritos. Mesmo que essa energia calorífica liberada na atmosfera possa ser diminuta, ela pressionará as conversões ao infravermelho e colaborará, com certeza, para o retardamento do escoamento da energia excessiva.( as paredes da estufa, mesmo que não agravadas pelos “gases estufa”, possuem um grau máximo de transferência do infravermelho ). Estudos de mensuração devem ser feitos para avaliarem o grau de interferência deste fenômeno.
Porém, a conclusão mais relevante não é esta. A própria luz solar quando “bate” nos asfaltos, nos telhados e nas terras agrícolas desnudadas—atualmente uma grande parte das superfícies continentais—transforma-se, em uma boa medida, em energia calorífica que se dissipa no ar atmosférico e que esquenta as superfícies. Esta energia calorífica excedente pressiona fortemente o efeito estufa ---que tem um limite de escoamento---para irradiar-se de volta ao espaço na forma de raios infravermelhos. Como conseqüência, temos que nem todo calor de um dia é retransferido, restando, após a noite, um acúmulo diário de energia. É este acúmulo que vai gradativamente aumentando a temperatura média do planeta. Temos aí uma conclusão importantíssima : Os vilões da história não são somente o CO2, o metano, o vapor d`água e outros : as cidades, as áreas agrícolas expostas à ação solar, as áreas desmatadas (mesmo sem queimadas) e a introdução artificial de energia calorífica pela ação antrópica, são, quem sabe, até mais responsáveis pelo aquecimento planetário. Mais uma vez pesquisas de comprovação teórica e de mensuração deverão ser feitas.
Em oposição, quando a quantidade de energia luminosa que atravessa a barreira das nuvens encontra as copas das árvores e o volume adensado de gigantescas florestas, ocorrem dois fenômenos favoráveis a um menor índice de manutenção térmica do planeta: uma reflexão(albedo), absorção e conversão energéticas mais eficientes---distribuidas equilibradamente no tempo---, e uma perda de energia solar pela transmutação ocorrida nos processos fotossintéticos. Eis aí mais propostas e parâmetros a serem analisados e mensurados por pesquisas e experimentos.
Enfim,... Se as previsões dos níveis futuros do aquecimento “global”—dentro da análise corrente de que a causa única são os gases-estufa—apontam para conclusões críticas, muito mais preocupantes seriam as previsões embasadas em novas causas. (cont...)
Luiz A. V. Spinola, março/2007 Direitos Autorais Reservados. Proibida a reprodução, salvo gratuitamente pela Internet. Para sites comerciais ou quaisquer outros veículos de comunicação, favor contatar o autor : Sugestões e comentários são bem-vindos. Enviar para o email acima.
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O AQUECIMENTO PLANETÁRIO ( III )
Conclusões Preocupantes
Considerando-se corretas as proposições apresentadas nas partes (1) e (2) – (ler), por várias razões teríamos uma situação preocupante : Em primeiro lugar, não existem estudos conhecidos e pesquisas adiantadas, bem como não existem previsões sobre o aquecimento planetário baseadas neste novo enfoque.
A partir deste ponto, este estudo só pode continuar se lhe for dado um caráter ainda mais cogitativo. Com esta ressalva, exclui-se qualquer possibilidade de se fazer sensacionalismo criando um ambiente de apreensão cataclísmica. Intenções de se expor um conhecimento pretensiosamente correto também se excluem.
Uma segunda conclusão que advém desta análise mais abrangente do aquecimento planetário é que os meios de educação ambiental—formal, não-formal e informal—logicamente desprovidos desta nova visão---, apresentam-se ineficientes para iniciarem uma urgente e profunda conscientização “global” da questão. Vê-se, desta forma, que o intuito do presente trabalho, além de inspirar pesquisas científicas, também visa estimular a disseminação destas proposições, tendo por base o princípio da “precaução”. Esta pressa é necessária tanto pela premência do assunto, como pela possível veracidade das proposições aqui apresentadas. Em relação aos problemas ambientais que conduzem ao risco a própria espécie humana, a “prudência” deve ser o eixo das ações que buscam solucionar os problemas. Isto significa que a sociedade precisa mudar valores e comportamentos—provisória e estrategicamente—mesmo que estas mudanças sejam requeridas por hipóteses, teorias e previsões com graus de previsibilidade bem inferiores a 100%. (Cont...)
Luiz A V Spinola março/2007 Proibida a reprodução sem expressa autorização, salvo gratuitamente através da Internet. Para sites comerciais, bem como outros meios de comunicação, favor contatar :
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O AQUECIMENTO PLANETÁRIO ( IV )
"A festa está boa, mas o gelo acabou....!!"
Uma notícia, hoje, preocupou-me : “Cientistas da Nasa prevêem que as geleiras poderão se derreter em 2012”—uma grande antecipação em relação às previsões anteriores, que projetavam o derretimento para os anos 2040 a 2100.
Em “O aquecimento planetário ( III )”, prudentemente, observei : “...Com esta ressalva, exclui-se qualquer possibilidade de se fazer sensacionalismo, criando um ambiente de apreensão cataclísmica....” No entanto, sinto ser necessário, também estimulado pela prudência, expor com realismo as conclusões apresentadas de uma forma mais incisiva. A intenção de “não se criar um ambiente de apreensão cataclísmica” ainda continua, porém fatos recentes sobre conseqüências negativas geradas pelo aquecimento planetário exigem exposições mais rápidas, tendencialmente precisas e que se transformem em eficazes elementos de alerta.
Ora, se as sérias alterações geológicas, climáticas e biológicas têm suas causas no aquecimento global provocado pelos gases-estufa, quanto mais intensas e imprevisíveis no tempo seriam as alterações causadas pelo aquecimento planetário, este provocado pelos gases-estufa, pela diminuição da transformação de energia no processo fotossintético, pelo acréscimo calorífico das atividades humanas e, principalmente, pela não-absorção equilibrada de imensas quantidades de energia que “esquentam” as superfícies não-arborizadas “pressionando” a volta ao espaço do excedente de energia?
A que resultados aterradores chegarão os homens quando perceberem que todo e qualquer fruto de sua inventividade artificiosa provoca, direta e indiretamente, aquecimento da atmosfera e das superfícies sólidas e líquidas do planeta?
Mas, então, está a civilização, pelo menos da forma pela qual a conhecemos, fadada a perecer?
Ações simbólicas são tidas como “exemplares de desenvolvimento sustentável”; ações minimamente amenizantes são consideradas como soluções definitivas; irrisórias economias, modismos exibicionistas e todo um conjunto de demagogia ambiental alardeiam conceitos que aparentam salvar o mundo através da educação. O CO2, apropriado pelos capitalistas, já se tornou uma moeda!... O mesmo sistema que cria condições deletérias, oculta-as, a fim de manter o seu destruidor ritmo de crescimento. Incrível!...
Como podem os poderes públicos—a nível mundial—, as empresas e levas de indivíduos conduzidos por interesses de classes, terem execrado os pioneiros “exóticos” que defendiam a natureza e a vida comunitária desde os anos 60?...E depois ainda se apropriarem dos princípios básicos de “uma nova aldeia global”, para corrompê-los e adaptá-los—reduzindo-os a símbolos e amenidades—a fim de manterem seu pretenso crescimento econômico?
Impossível! Os homens estão iludidos em suas atuais aspirações!
Uma das participantes em um curso de educação ambiental sugeriu uma frase e um desenho representativo (a serem estampados nas camisetas) : “A festa está boa, mas o gelo acabou !!”. Ironicamente, o gelo das geleiras já tem um ano previsto para o seu derretimento—e vai acabar.
A frase da moça sugere que está na hora de desligar o som e apagar as luzes, porque a festa acabou. E se os candidatos insistirem em permanecer?... O que acontecerá?... Rolarão bebidas, drogas, estrondos, conturbações e brigas pela madrugada afora? Certamente!...E o que restará? : Uma casa toda depredada, com seus móveis destruídos, suas paredes cravadas por balas, seus pisos ensanguentados...É isso que queremos para nossa casa “o planeta terra”?...É claro que não! Então, é melhor pararmos a festa no horário adequado, porque, se insistirmos em continuar...!
“A festa está boa!!” significa toda facilidade e conforto promovidos pela tecnologia. Significa todo impulso positivo para a criatividade e a engenhosidade que antecedem os recursos materiais. Isto tudo é muito correto e bom, mas o gelo acabou.
O gelo significa um ponto máximo possível e ideal de equilíbrio entre as interferências humanas e as capacidades da natureza. E pode-se afirmar que, há muito, este ponto excedeu-se. O gelo é toda possibilidade concreta, no espaço e no tempo, dos seres humanos harmonizarem-se com seu meio ambiente e com toda a vida que os cerca—o seu meio biológico. O gelo é o conceito da verdadeira sustentabilidade, bem longe do que dizem por aí a seu respeito, pois não consideram cada seccionada sustentabilidade dependente de sua integração sistêmica. Um projeto pode ser sustentável em si mesmo, porém, com certeza, insustentável, se compreendido sistemicamente como parte de um gigantesco projeto insustentável de crescimento ininterrupto.
O gelo acabou. Pelo menos por enquanto : Não há mais tempo para simbolizar pequenas ações em favor do meio ambiente; não adianta mais economizar água e luz; de nada servirá sermos partidários de “energias limpas”; não mais adianta plantar árvores em divulgados projetos—pois só bilhares é que resolveriam. Não é pessimismo. É realismo! Não dispomos mais de tempo para tentarmos morosamente rearranjar a casa com a adoção de projetos seccionadamente sustentáveis. Os homens só têm uma alternativa—se quiserem se salvar como existem hoje, e a milhares de outras espécies— : Estratégicamente, e por um certo tempo, pararem de crescer, retrocederem e refugiarem-se em seus dias antigos.
Esta é uma figura de retórica?...Ou é realmente nossa única opção, até que novos valores e novas perspectivas nasçam para nortearem uma nova civilização?...
(Não se desespere! Na continuação, em (V), tentaremos “otimizar” a realidade)
Luiz A. V. Spinola, dezembro/2007 Direitos autorais reservados. Permitida a reprodução somente sem fins lucrativos. Para sites comerciais ou outros meios de comunicação, entrar em contato com o autor. São bem recebidas sugestões e comentários :
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