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BIG-BANG - ACELERADOR DE PÁRTÍCULAS - Cientistas protestam experiência.
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Luiz Antônio Vieira Spinola  
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 Mais opções 22 set 2008, 15:50
De: Luiz Antônio Vieira Spinola <tuigobi...@yahoo.com.br>
Data: Mon, 22 Sep 2008 11:50:25 -0700 (PDT)
Local: Seg 22 set 2008 15:50
Assunto: BIG-BANG - ACELERADOR DE PÁRTÍCULAS - Cientistas protestam experiência.

--- Em sáb, 20/9/08, Aparecido  escreveu:

Cientistas querem impedir experiência que
irá simular o big-bang
31/03 -
21:14, atualizada às 21:46 31/03 - Redação com agências

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SÃO PAULO - Cientistas abriram um processo contra o
Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern, sigla em francês), localizado em
Genebra, para impedir uma grande experiência da física que permitirá um estudo
sobre como foi o big-bang, na qual dois átomos se chocarão a uma velocidade
próxima à da luz e, teoricamente, reproduzirá a explosão. As informações são da
Agência Estado.

    Getty Images

    Imagem ilustra a formação dos planetas após a explosão do
      big-bang
Em quatro pontos, estes feixes de protóns se chocarão entre si em
enormes aceleradores, cuja missão consiste em analisar a cada segundo as
partículas resultantes da colisão de dois milhões de prótons em condições
semelhantes às registradas depois do big-bang, a grande explosão que deu origem
ao nosso universo.
As colisões poderão criar a chamada "energia negra", que compõe 96% do
universo.

Esta perspectiva causa preocupação entre as pessoas que temem
que a experiência faça o planeta desaparecer numa espécie de grande buraco
negro.

"Recebemos muitas ligações de pessoas preocupadas", explica Sophie
Tesauri, da assessoria de imprensa do Cern. "Mas não há nada a temer: a
quantidade de matéria negra será ínfima", acrescenta.
Uma audiência foi marcada para o dia 16 de junho em Honolulu, no Havaí. Na
corte federal da ilha, segundo a Agência Estado, os cientistas Walter Wagner e
Luis Sancho já adverteram sobre a possibilidade do buraco negro ou de que a
experiência produza algo que acabe engolindo a terra. O processo também acusa o
laboratório na fronteira entre a Suíça e a França de não ter feito os estudos
ambientais necessários e que as conseqüências do teste poderiam ser fatais. A
data da experiência ainda está para ser determinada, mas será entre julho e
agosto.
A experiência
Localizado a 100 metros debaixo de uma planície suíça, o Grande Acelerador de
Partículas, o maior instrumento científico jamais construído, emerge como uma
catedral de aço destinada a desvendar os mistérios da criação do universo. Sua
entrada em funcionamento está prevista para o segundo semestre do ano.
"É uma sensação fantástica, é como esperar por um bebê que
vai nascer, só que demorou 19 anos ao invés de nove meses", comenta,
entusiasmado, Daniel Denegri, chefe do CMS (detector de partículas), uma das
quatro experiências de física das partículas realizada pelo Cern, dentro do
chamado projeto "Grande Acelerador de Hadrones (LHC, sigla em inglês).

O
Cern foi fundado em 1954, num dos primeiros esforços comuns europeus, e é o
maior centro de pesquisas de física de partículas do mundo.

    AFP

    Cientistas trabalham em imã supercondutor
  No momento, os técnicos comemoram o fato de preparar
os aceleradores, sendo que o maior deles, o Atlas, mede 25 metros de diâmetro
por 46 metros de largura.
Mais de 10 mil pesquisadores de 500 institutos do mundo inteiro
trabalham neste projeto avaliado em 3,9 bilhões de euros.

"O fascinante é
ter conseguido montar tudo isso com engenheiros e físicos do mundo inteiro",
comenta Niko Neufeld, um dos coordenadores do projeto, acrescentando que todos
trabalharam juntos, incluindo israelenses e palestinos.

Igualmente
espetacular é a sala de informática do Cern e seus três mil computadores que
deverão selecionar um bilhão de informações enviadas a cada segundo pelos
aceleradores.

O Cern está conectado a quase 100 centros de pesquisas do
mundo que participam na análise dos dados.

Dois dos aceleradores, o CMS e
o Atlas, competem entre si para detectar o Santo Graal da física: o bóson de
Higgs, uma partícula descoberta por dedução, em 1964, e cuja existência não foi
demonstrada ainda. Os primeiros que conseguirem isso poderão levar o Prêmio
Nobel.

A grandiosidade do LCH, que será inaugurado oficialmente em
outubro, dá uma espécie de vertigem aos cientistas.

"Se não encontrarmos
nada de espetacular, talvez seja o último projeto desse tipo", admitiu
Denegri.

No interior do túnel, os técnicos circulam de bicicleta por um
interminável tubo de hélio líquido. Este gás permitirá esfriar os ímãs
supercondutores até uma temperatura de 271 graus negativos para orientar os
feixes, um na direção do outro. Dentro dos aceleradores, a temperatura superará
a do Sol.

(*Com informações da Agência Estado e AFP)
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