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VÁRIOS ARTIGOS SOBRE AS ATIVIDADES SOLARES E O AQUECIMENTO GLOBAL - Próxima era glacial ? - Compensaria o aquecimento global ? - Imprevisibilidade de macro-sistemas - Consequências desastrosas do aquecimento planetário.
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tuigobi...@yahoo.com.br  
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 Mais opções 13 jun, 10:30
De: tuigobi...@yahoo.com.br
Data: Sat, 13 Jun 2009 06:30:37 -0700 (PDT)
Local: Sab 13 jun 2009 10:30
Assunto: VÁRIOS ARTIGOS SOBRE AS ATIVIDADES SOLARES E O AQUECIMENTO GLOBAL - Próxima era glacial ? - Compensaria o aquecimento global ? - Imprevisibilidade de macro-sistemas - Consequências desastrosas do aquecimento planetário.

--- Em sex, 12/6/09, Sellen Kalab e Ricardo Dàgnone < enviaram :

ESTAMOS DIANTE DE UMA PARADA PROLONGADA DAS ATIVIDADES SOLARES ?

 

Uma parada prolongada na atividade solar levou os astrofísicos a dedicar atenção especial aos seus telescópios para determinar o que o Sol fará a seguir - e de que maneira o clima da Terra pode responder.
O Sol vem apresentando seu menor nível de atividade em décadas e sua menor luminosidade em 100 anos. A pausa solar faz com que alguns cientistas tomem como paralelo a Pequena Era Glacial, um período de frio incomum na Europa e na América do Norte que se estendeu de 1300 a 1850.
O período mais frio da Pequena Era Glacial, entre 1645 e 1715, está conectado a uma profunda queda nas tempestades solares conhecida como “Mínimo de Maunder”. Durante aquele período, o acesso à Groenlândia esteve em larga medida bloqueado pelo gelo, e os canais holandeses costumavam se congelar completamente. As geleiras nos Alpes engoliam aldeias inteiras, e o gelo no mar se adensou a tal ponto que não existia mar aberto em torno da Islândia em 1695.
Mas os pesquisadores estão em guarda contra a possibilidade de que suas preocupações sobre uma nova era fria sejam mal interpretadas.
“Os céticos quanto ao aquecimento global tendem a se precipitar”, disse Mike Lockwood, um físico especialista nos efeitos do Sol sobre a Terra, da Universidade de Southampton, no Reino Unido. Ele e outros pesquisadores decidiram, portanto, conduzir uma “negação preventiva” quanto a um mínimo solar que levaria a um resfriamento global.
Mesmo que a atual pausa solar seja o início de um período prolongado de baixa atividade, dizem os cientistas, os efeitos da estrela sobre o clima empalidecerão em contraste com a influência dos gases gerados por atividade humana e causadores do efeito-estufa.
“Acredito que seja preciso ter em mente que o dióxido de carbono está em nível entre 50% e 60% superior ao normal, enquanto o declínio na atividade solar é da ordem de menos de 1%”, disse Lockwood. “Creio que isso deva ajudar a manter as coisas em perspectiva”.
Mesmo assim, acrescentou, pequenas variações no brilho do sol são mais poderosas do que as mudanças na contribuição do efeito-estufa. Por exemplo, uma variação de 50% no brilho do Sol poderia representar a extinção da vida na Terra.
Há centenas de anos os cientistas vêm registrando o número observável de manchas solares como maneira de acompanhar os ciclos de atividade solar, cuja duração média é de 11 anos. As manchas solares, que podem ser visíveis sem telescópio, são regiões escuras que indicam intensa atividade magnética na superfície do Sol Tempestades solares como essas enviam ondas de partículas dotadas de carga elétrica, capazes de prejudicar satélites e até mesmo derrubar redes elétricas.
No atual ciclo, 2008 deveria ter sido o ponto mais baixo, e este ano as manchas celulares deveriam ter começado a mostrar avanços. Mas nos primeiros 90 dias de 2009, 78 não apresentaram manchas solares. Os pesquisadores também disseram que o brilho do sol é o menos intenso dos últimos 100 anos.
O Mínimo de Maunder correspondeu a uma profunda parada nas atividades das manchas solares - os astrônomos da era registraram apenas 50 delas em um período de 30 anos. Caso o Sol entre em depressão semelhante, pelo menos um modelo preliminar sugeriu que pontos frios poderiam surgir em diversos locais da Europa, Estados Unidos e Sibéria.
No evento anterior, porém, muitas partes do mundo passaram sem efeitos, disse Jeffrey Hall, astrônomo e diretor associado do Observatório Lowell, em Flagstaff, Arizona. “Até mesmo um mínimo intenso como aquele não exerceu atividade mundial”, ele disse.
 
 
Incógnitas e incertezas
 
As mudanças na atividade solar podem afetar a Terra de outras maneiras, além disso. Por exemplo, a radiação ultravioleta emitida pelo Sol não está se reduzindo da mesma maneira que nos mínimos visuais do passado.
“A luz visível não varia tanto assim, mas a ultravioleta vaia em 20%, e os raios-X podem variar por um de 10″, disse Hall. “O que não compreendemos tão nem é o impacto dessa irradiação espectral diferenciada”.
A radiação solar ultravioleta, por exemplo, afeta mais as camadas superiores da atmosfera terrestre, onde os efeitos são menos perceptíveis para os seres humanos. Mas alguns pesquisadores suspeitam que esses efeitos possam influenciar camadas mais baixas, que têm papel na formação do clima. Em termos gerais, as pesquisas mais recentes vêm definindo uma situação sob a qual o Sol tem influência ligeiramente superior à prevista por teorias do passado, no que tange ao clima terrestre.
Incógnitas atmosféricas como a radiação ultravioleta podem ser parte da explicação, segundo Lockwood. Enquanto isso, ele e outros especialistas acautelam contra contar com pausas solares futuras como forma de mitigar o aquecimento global.
“Existem muitas incertezas”, disse José Abreu, estudante de doutorado no Eawag, o instituto de estudos do clima do governo suíço. Não sabemos até que ponto o clima é sensível às alterações na intensidade do Sol. Em minha opinião, melhor não brincar com aquilo que desconhecemos”.
Espessas camadas de gelo cobririam a maior parte do hemisfério norte daqui a milhares de anos - se não fosse por nós inoportunos seres humanos, diz um novo estudo.
A emissão de gases do efeito estufa - como dióxido de carbono, ou CO2, que vem de usinas energéticas e carros - está aquecendo a atmosfera tanto que a próxima era glacial, prevista para ser a mais intensa em milhões de anos, pode ser adiada indefinidamente. “Os céticos do clima poderiam olhar para isso e dizer, CO2 é bom para nós,” disse o líder do estudo Thomas Crowley da Universidade de Edimburgo, Escócia. Mas a idéia de que o aquecimento global pode estar protelando uma era glacial “não é motivo para relaxarmos, porque na verdade estamos caminhando para um estado climático altamente incomum,” Crowley acrescentou. Dentro de 10 mil a 100 mil anos, as camadas de gelo “permanentes”, como as da Antártica, envolveriam a maior parte do Canadá, Europa e Ásia.
“Acredito que os níveis (de dióxido de carbono) atuais são provavelmente suficientes para impedir que isso ocorra algum dia,” disse Crowley, cujo estudo aparecerá amanhã na revista Nature.
Camadas de gelo permanentes?
Nos últimos três milhões de anos, o clima da Terra passou por dezenas de eras glaciais, com grossas camadas de gelo se espalhando a partir dos pólos e então encolhendo. Essas eras glaciais costumavam durar cerca de 41 mil anos. Mas nos últimos 500 mil anos, essas grandes geleiras esticaram sua duração para cerca de 100 mil anos.
Enquanto isso, as mudanças de temperatura durante e entre essas eras glaciais se tornaram mais extremas, com novas altas e mínimas. Não parece que essas amplitudes térmicas extremas irão se atenuar tão cedo, segundo indícios encontrados em rochas terrestres, Crowley disse. “As últimas duas glaciações foram as maiores que já vimos.”
O aumento da variabilidade de temperatura é sinal de que o clima da Terra logo passará para um novo estado, segundo um modelo de computador usado por Crowley e seu colega William Hyde, da Universidade de Toronto, Canadá. Eles haviam anteriormente usado o modelo para simular eras glaciais do passado. Os pesquisadores descobriram que dentro de 10 mil a 100 mil anos, a Terra entraria num período de camadas de gelo permanentes - mais severo do que qualquer outro visto em milhões de anos.
Em alguns aspectos, a era glacial seria como as das últimas centenas de milhares de anos, com camadas grossas de gelo cobrindo a América do Norte, previu o estudo. Mas no modelo, a Europa e a Ásia também sucumbiriam sob camadas de gelo com até 3,5 quilômetros de espessura, que se estenderiam da Inglaterra até a Sibéria - algo nunca visto nas modelagens das eras glaciais anteriores.
“Ficamos surpresos,” Crowley disse. “Não há indícios de que isso tenha ocorrido na Ásia,” nas eras glaciais dos últimos milhões de anos.
Difícil saber
Essa era glacial extrema seria incomum, mas o mesmo pode ser dito do clima que as pessoas estão criando ao emitirem grandes quantidades de gases do efeito estufa, Crowley disse. “É difícil dizer o que vai acontecer,” afirmou. “O simples fato de termos essa atmosfera não-glacial (aquecida) com calotas de gelo (ainda presentes) configura um cenário bizarro. Não sei se temos uma analogia para isso no histórico geológico.
A especialista em clima pré-histórico Lorraine Lisiecki disse, “esse é o único estudo do meu conhecimento que sugere que a próxima era glacial seria muito mais extrema do que as do último um milhão de anos.
Muito mais testes ainda são necessários para verificar a precisão do que o estudo prevê, disse Lisiecki, da Universidade da Califórnia, Santa Bárbara. Mas ela concordou que poderemos nunca vir a descobrir o que teria acontecido naturalmente, devido ao aquecimento global causado pelo homem.
“As atuais concentrações de gases do efeito estufa são provavelmente similares a aquelas ocorridas há três milhões de anos, ela disse, “e são altas o bastante para impedir uma era glacial por centenas de milhares de anos.”
Em um comunicado final onde delinearam seis pontos-chave para alertar os líderes políticos do mundo, os cientistas afirmam que há um risco crescente de mudanças climáticas abruptas e irreversíveis.
“Observações recentes confirmam que, dados os altos índices de emissões, as piores projeções do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), ou ainda piores, estão sendo percebidas”, diz o documento.
“O clima já está se modificando além dos padrões de variabilidade natural. (…) Há uma possibilidade significativa de que muitos desses padrões irão se acelerar, levando a um risco crescente de mudanças climáticas abruptas e irreversíveis”.
Os pesquisadores também alertaram que mesmo aumentos modestos de temperatura afetarão milhões de pessoas, particularmente em países em desenvolvimento.
Mas, segundo eles, a maioria das ferramentas necessárias para diminuir as emissões de dióxido de carbono já existe.
Mais de 2.500 pesquisadores e economistas de 80 países participaram do encontro que teve como objetivo apresentar os últimos estudos na área como preparação para a Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas, que acontece em dezembro deste ano.
 
 
 
Novos dados
 
Novos dados apresentados no encontro apontam que as projeções feitas pelo IPCC há dois anos sobre o aumento nos níveis dos oceanos já estão desatualizadas.
Segundo as novas previsões, o nível das águas pode subir mais de um metro em várias partes do globo, com enormes impactos para milhões de pessoas.

Foram divulgadas também novas informações sobre como a Floresta Amazônica irá sofrer com os aumentos nas temperaturas.
Um estudo do Centro Meteorológico da Grã-Bretanha concluiu que pode haver uma perda de 75% na cobertura florestal em um século se a temperatura mundial aumentar em 3ºC.
“Nós observamos muitos dados novos. Podemos ver onde estamos e temos um problema”, afirmou Katherine Richardson, que liderou o comitê científico que organizou a conferência.
 
 
 
Migrações em massa
 
O economista britânico Nicholas Stern, autor de um impactante relatório sobre as consequências econômicas das mudanças climáticas, publicado em 2006, também participou do encontro.
Durante a reunião, ele afirmou que seu relatório subestimou a escala dos riscos e a velocidade com que o planeta está se aquecendo.
Ele pediu aos cientistas que alertem os políticos sobre o que pode acontecer com o planeta caso medidas para combater o aquecimento global não sejam tomadas.
Segundo ele, se a temperatura do planeta aumentar em 5º C até o próximo século, as consequências serão dramáticas para milhões de pessoas.
Stern afirmou que o aumento do nível dos oceanos fará com que muitas áreas se tornem inabitáveis, levando a migrações em massa e conflitos violentos.
“Nós poderemos ver centenas de milhões de pessoas, provavelmente bilhões, que terão que se mudar, e sabemos que isso pode causar conflitos. Então, poderemos ver um grande período de conflitos em todo o mundo, de décadas ou séculos”, afirmou Stern.
“Acho que é importante que entendamos a magnitude do risco que estamos correndo”.
Stern ainda afirmou que um acordo global sobre as mudanças climáticas é urgentemente necessário para evitar esse cenário, e que a crise econômica pode ajudar de alguma maneira.
“A inação é indefensável. Esta é uma oportunidade, já que os recursos ficarão mais baratos do que no futuro. Agora é o momento de fazer com que os desempregados da Europa trabalhem em (projetos) de eficiência energética”, disse.
O primeiro-ministro dinamarquês, Andres Fogh Rasmussen, afirmou que as tecnologias sustentáveis são a solução para os problemas climáticos e econômicos.
“Os negócios não serão mais como antes. O crescimento verde é a resposta para nossos problemas econômicos e climáticos”, afirmou.
Fonte: BBC Brasil

As projeções reveladas pelos estudos do IPCC mostram que o aquecimento poderá variar de região para região, sendo acompanhado por aumentos e diminuições na precipitação (chuvas). Além disso, poderão ocorrer alterações na variabilidade do clima e na freqüência e intensidade de alguns fenômenos climáticos extremos.
A literatura disponível ainda não avaliou os impactos, adaptações e vulnerabilidade decorrentes das mudanças climáticas, quando considerado os valores máximos de aquecimento apontados pelas projeções. As evidências existentes, porém, indicam que as mudanças regionais no clima - particularmente, o aumento de temperatura - já afetaram um conjunto de sistemas físicos e biológicos em diversas partes do mundo. Os exemplos incluem o encolhimento das geleiras, o derretimento parcial de camadas de gelo permanente, o congelamento tardio e descongelamento precoce do gelo em rios e lagos, o declínio das populações de algumas plantas e animais, a antecipação da floração de algumas árvores, do surgimento de insetos e da postura de ovos de algumas aves.
Foram avaliadas pesquisas de longo prazo, em geral 20 anos ou mais, e os resultados revelam possíveis associações entre mudanças regionais na temperatura e alterações em sistemas físicos e biológicos em muitos ambientes terrestres, marinhos e de água doce. Apesar de haver outras variáveis em ação, o conjunto de evidências de que mudanças recentes na temperatura levaram a impactos em sistemas físicos e biológicos é considerado pelos analistas como altamente confiável.
Muitos sistemas humanos são sensíveis às mudanças climáticas. A vulnerabilidade das sociedades humanas e dos sistemas naturais às condições climáticas extremas é demonstrada através dos danos, adversidades e mortes causados por eventos como secas, enchentes, ondas de calor, avalanches e tempestades. Embora haja incertezas quanto às estimativas de tais mudanças, as projeções apontam para o aumento na freqüência e/ou gravidade de alguns eventos extremos durante o século 21, devido a alterações na média ou variabilidade climática, devendo-se então esperar que a severidade de seus impactos também cresça com o aquecimento global.
As mudanças climáticas calculadas para o século 21 têm o potencial de causar futuras mudanças em, larga escala, e irreversíveis, nos sistemas do planeta, resultando em impactos de escala continental e global. Por exemplo, a redução significativa da velocidade de circulação das águas no oceano, que faz chegar água quente ao Atlântico Norte, afetaria os níveis de oxigênio em águas profundas e a absorção de carbono pelos oceanos e ecossistemas marinhos, reduzindo o aquecimento em algumas partes da Europa. O derretimento das camadas de gelo da Groenlândia e Antártica, por sua vez, poderiam aumentar o nível global dos oceanos em até 3 metros ao longo dos próximos mil anos, cobrindo diversas ilhas e inundando extensas áreas costeiras.
Os sistemas humanos sensíveis às mudanças climáticas incluem principalmente recursos hídricos; agricultura (especialmente segurança alimentar) e silvicultura; zonas costeiras e sistemas marinhos (pesqueiros); ocupações humanas, energia e indústria; seguros e outros serviços financeiros; e saúde humana. A vulnerabilidade desses sistemas varia de acordo com a localização geográfica e com as condições sociais, econômicas e ambientais.
 
 
 
 
Perguntas e respostas sobre o aquecimento global
 
1) “Aquecimento global” não é ‘‘efeito estufa” ?
Efeito estufa é um fenômeno natural que assegura a manutenção da vida na Terra. Graças ao efeito estufa, ou seja, aos gases que compõem a atmosfera há milhares de anos, a temperatura média do planeta é de aproximadamente 15°C, favorecendo a manutenção da vida. Aquecimento global é o fenômeno causado, entre outros fatores, pela queima progressiva de petróleo, carvão e gás, e que agrava o efeito estufa. Segundo cientistas da ONU, não há dúvidas de que a humanidade contribui para o aquecimento global. O que não se sabe exatamente é em que proporção isso acontece.
 
 
2) Aquecimento global não tem nada a ver com camada de ozônio?
A camada de ozônio tem a função de proteger o planeta da radiação ultra-violeta do sol. A exposição excessiva a essa radiação provoca queimaduras e pode causar câncer de pele. A camada de ozônio é destruída pela ação de alguns gases industriais, como o CFC (clorofluorcarbono) e o HCFC (hidroclorofluorcarbono), que, apesar de não serem controlados pela Convenção de Mudança do Clima e pelo Protocolo de Quioto, são gases de efeito estufa. Tratados internacionais estabeleceram a substituição desses gases por outros que não destruam a camada de ozônio. Há um aspecto do problema que pode causar confusão se não for devidamente compreendido: o ozônio é um gás de efeito estufa natural, portanto, a destruição da camada de ozônio ajuda a esfriar a Terra, embora ninguém defenda isso.
 
 
3) Os Estados Unidos assinaram o Protocolo de Kyoto?
Ao contrário do que se pensa, os Estados Unidos assinaram o Protocolo de Quioto no segundo governo Clinton, em 1997. Mas nem Clinton, e muito menos George W. Bush, ratificaram o protocolo. A ratificação significa o endosso do parlamento de cada país ao documento. Os Estados Unidos emitem 25% de todos os gases-estufa do planeta. Transformam em fumaça 20 milhões de barris de petróleo por dia. O governo americano alega que a implementação do protocolo implicaria custos danosos a sua economia. E considera injusto que países como China, Índia e Brasil não tenham compromissos formais de redução.
 
 
4) As regras básicas do Protocolo de Kyoto
O Protocolo de Kyoto prevê que os países ricos ou industrializados (do chamado Anexo 1) reduzam suas emissões de gases-estufa em pelo menos 5% (cada país tem sua meta diferenciada), tendo como base o ano de 1990. O primeiro período de compromisso do protocolo é entre 2008 e 2012. Outros períodos de compromisso serão necessários para que se resolva o problema. Estima-se que seria necessário reduzir em 60% as emissões atuais de gases-estufa para conter o aquecimento global.
 
 
5) Por que só os países industrializados têm de reduzir emissões?
Ratificado pôr 136 nações (até fevereiro de 2005), o Protocolo de Kyoto definiu que apenas os países industrializados têm o compromisso formal de reduzir emissões. A lógica é a seguinte: essas nações (36), historicamente as que mais lan¬çaram gases-estufa na atmosfera, são as principais responsáveis pelo aquecimento global. De acordo com o governo brasileiro, tais países contribuíram com 90% dos gases acumulados na atmosfera. O CO2 (dióxido de carbono) leva séculos para se decompor, e seu lento e perigoso acúmulo deriva da queima de petróleo, gás e carvão que vem ocorrendo desde a Revolução Industrial.
 
 
6) O Protocolo de Kyoto não é um tratado para reduzir os gases poluentes?
A função primordial do acordo é reduzir o aquecimento global. Inúmeros gases poluentes ficaram de fora do tratado.
 
 
7) Guerra diplomática
Como a industrialização de países em desenvolvimento como China, Índia, Brasil e Indonésia aconteceu mais tarde, eles não têm a obrigação de reduzir suas emissões no primeiro período de compromisso do Protocolo de Quioto (2008-2012). Entretanto, já há um forte lobby para que assumam, a partir de 2013, compromissos formais de redução. A China é o segundo maior emissor de gás carbônico do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Brasil e Índia estão entre os seis maiores emissores. Um estudo das Nações Unidas, revela que as emissões de gases-estufa das nações em desenvolvimento superarão as dos países desenvolvidos entre 2015 e 2020. Ainda assim, o bloco dos “emergentes” não aceita compromissos formais de redução.
 
 
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