Cristianismo e Vegetarianismo
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por: "Alexandre Pimentel" Dom, 27 de Jul de 2008 12:35 am http://www.angelfir
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Perguntas Feitas Frequentemente
Como vocês usam as escrituras para provar que Jesus era vegetariano, ao
passo que desconsideram referências escriturais que não concordem com seu
ponto-de-vista?
Existe um velho adágio que diz: "A Bíblia pode ser usada para justificar
qualquer posição". Até certo ponto, essa afirmação é justa. Ao ler as
escrituras deparamos com muitas mensagens que não podem coexistir. É aí onde
a teologia entra - para interpretar e dar sentido aos textos sagrados,
procurando discernir o verdadeiro significado da divindade e existência.
Jeus não come peixe depois da ressurreição, e serve peixe durante o milagre
da multiplicação?
As únicas escrituras que retratam Jesus comendo ou fornecendo carne de
qualquer tipo envolvem peixe: o Jesus pós-ressurreiçã o é retratado comendo
peixe com os discípulos; durante sua vida ele é retratado multiplicando pães
e peixes para alimentar os camponeses que se reuniam para ouví-lo pregar.
Pensando nessas histórias à luz das evidências de que Jesus era um
vegetariano que levava a compaixão pelos animais muito a sério, é de auxílio
lembrar que Jesus falava aramaico, os Evangelhos foram escritos gerações
após a ressurreição, em hebraico, e as versões mais antigas que temos são
traduções gregas do século IV - mais de 300 anos, duas traduções, e muitas
transcrições depois da ressurreição.
Então quão verdadeiras são as histórias de peixe?
As evidências indicam que as histórias pós-ressurreiçã o são adições mui
tardias aos Evangelhos, e que os relatos mais antigos do milagre da
multiplicação (a história dos pães e dos peixes) originalmente não incluía
peixe.
Consumo de Peixe Pós-Ressurreiçã o
A maioria dos estudiosos concorda que as histórias pós-ressurreiçã o de
Jesus comendo peixe foram adicionadas aos Evangelhos muito tempo depois
destes terem sido escritos, a fim de decidir várias cismas na Igreja
primitiva (i.e. marcionites e outros cristãos primitivos acreditavam que
Jesus não tinha retornado na própria carne e osso. Que maneira melhor de
provar que o fizera, do que retratá-lo comendo?) Os escribas que adicionaram
as histórias não eram, aparentemente, aversivos a comer peixe. Mas como esta
é a única ocasião encontrada nos Evangelhos em que Jesus é retratado comendo
quaisquer animais de todo, parece que fica claro que ele era vegetariano.
Os Pães e os Peixes
Embora não fosse contradizer a definição técnica de um vegetariano o fato de
multiplicar peixes que já estavam mortos para alimentar pessoas que não se
opõe a comer peixe, há alguns pontos interessantes para tomar nota nesta
história. Primeiro, os discípulos perguntam a Jesus onde poderiam conseguir
suficiente pão para alimentar as multidões, jamais pensando em comprar peixe
ou outros produtos animais, e sequer sugerindo uma expedição pesqueira,
apesar de estarem bem junto ao mar.(i.e. Mt 16:9-10, Mc 8:19-20, João 6:26).
Peixes foram adicionados à história por escribas gregos, provavelmente
porque a palavra grega para peixe, ixous, é uma acronímia da frase "Jesus
Cristo Filho de Deus Salvador". De fato, o peixe ainda é um símbolo do
Cristianismo até hoje. Nesta interpretação bastante provável, a
multiplicação representa uma previsão do desenvolvimento da Igreja, e não
tem nada a ver com comer animais.
E ainda, alguns estudiosos afirmam que a palavra grega para o inglês
"fishweed" (um tipo de alga seca), tem sido traduzida erradamente nesta
história como "peixe" (vide Rosen, Estudos Eruditos). Certamente é verdade
que algas secas seriam bem mais prováveis numa cesta com pão, e "fishweed"
continua sendo um alimento popular entre os camponeses palestinos tais como
as pessoas a quem Jesus falava.
Conclusão
Então o quê Jesus definitivamente tinha a dizer sobre pescar? Jesus chama
uma multidão de pescadores para longe de sua ocupação de matar animais e
suplica que mostrem misericórdia para com todos seres, citando Oséias: "Eu
desejo misericórdia, e não sacrifício". Em cada instância, eles abandonam
imediatamente sua ocupação de pescar para seguirem Jesus (i.e. Mc 1:16-20).
Isto se assemelha ao chamado de Jesus a outros que estão ocupados em
atividades que não se coadunam com a mensagem dele de misericórdia e
compaixão.
É natural matar para comer. Animais se matam uns aos outros na natureza.
Porque nós não deveríamos fazê-lo também?
Nós não buscamos junto aos animais nossas indicações morais em outras áreas.
Por exemplo, alguns animais lutam até a morte por uma companheira, cometem
estupro, ou comem seus filhotes. Tais eventos "naturais" não significam que
vamos legalizar o estupro, assassinato ou infanticídio.
Permanece o fato: fazendas de criação intensiva e matadouros são locais
violentos, sangrentos. Todos nós compreendemos que é imoral causar dano a um
cachorro ou gato. É igualmente imoral pagar alguém para causar dano a uma
galinha, vaca, porco, peru, ou qualquer outro animal.
A atual demanda elevada por produtos lácteos requer que as vacas sejam
estimuladas além de seus limites naturais, e submetidas a engenharia
genética além de receber hormônios de crescimento a fim de produzir enormes
quantidades de leite. Mesmo os poucos fazendeiros que escolhem não criar
animais intensivamente são obrigados a eliminar o bezerro (que de outro modo
beberia o leite) e eventualmente mandar a mãe para o matadouro depois que a
produção leiteira dela decresce.
Comer carne é natural. Tem sido assim por milhares de anos. Nós evoluímos
dessa maneira."
Na verdade, nós não evoluímos para comer carne. Animais carnívoros possuem
presas curvas, garras, e um trato digestivo curto. Seres humanos evoluíram
sem garras ou presas. Nós temos molares achatados e um trato digestivo longo
mais adaptado para uma dieta de vegetais, frutas, e grãos. Comer carne é
perigoso para nossa saúde, contribui para doenças cardíacas, e uma legião de
problemas de saúde.
Se você estivesse morrendo de fome num barco no mar, e houvesse um animal no
barco, você o comeria?
Não sei. Seres humanos chegam aos extremos para salvar suas próprias vidas,
mesmo se isto significa lesar alguém inocente. (As pessoas até mesmo comeram
gente em situações horrendas.) Este exemplo, contudo, não é relevante para
nossas escolhas do dia-a-dia. Para a maioria de nós, não há circunstâncias
que ameacem nossa vida e nenhuma desculpa para matar animais como alimento.
Se todos passarem para vegetais e grãos, haverá suficiente para comermos?
Tantos cereais que produzimos são dados para os bichos comer a fim de
engordá-los para o consumo que, se todos nós virarmos vegetarianos,
poderíamos produzir suficiente alimento para alimentar o mundo inteiro. Nos
Estados Unidos os animais recebem mais de 80% do milho que plantamos e mais
de 95% da aveia. Só o gado mundial consome uma quantidade igual às
necessidades calóricas de 8,7 bilhões de pessoas - mais que toda população
humana da Terra.
Fazendeiros tem que tratar bem seus animais, ou eles não produzirão tanto
leite ou ovos.
Animais em fazendas intensivas não ganham peso, botam ovos, e produzem leite
por estarem confortáveis, contentes e bem cuidados, mas sim, porque foram
especificamente manipulados para fazerem estas coisas através da genética,
remédios, hormônios, e técnicas de criação. Além disso, animais criados para
ser alimento hoje em dia são assassinados em idades muito jovens, antes que
a doença e miséria tenham dizimado eles.
Quantidades tão grandes de animais são criados para alimento que é mais
lucrativo para os fazendeiros absorver algumas perdas que prover condições
humanas.
Seres humanos não precisam comer carne para permanecer saudáveis?
Tanto o U.S. Department of Agriculture como o American Dietetic Association
endossaram dietas vegetarianas. Estudos tem demonstrado que vegetarianos
possuem sistemas imunológicos mais fortes que carnívoros, e que os
carnívoros tem quase duas vezes mais probabilidade de morrer de doenças
cardíacas, 60% mais probabilidade de morrer de câncer, e 30% mais
probabilidade de morrer de outras doenças. O consumo de carne e produtos
lácteos tem sido associado conclusivamente a diabete, artrite, osteoporose,
artérias entupidas, obesidade, asma, bem como também impotência.
Se todos virassem vegetarianos seria pior para os animais porque muitos
deles nem nasceriam.
A vida nas fazendas intensivas é tão miserável, assim é difícil ver como
estamos fazendo um favor aos animais trazendo-os à existência, confinando e
estressando- os, abusando deles, e depois assassinando- os.
Deus deu aos homens o domínio sobre animais?
Historicamente, as escrituras foram usadas para justificar a escravidão,
abuso infantil, abuso conjugal, e poligamia, portanto devemos ser cuidadosos
de não as utilizar erroneamente para justificar assassinato de animais.
Segundo o livro de Gênesis, Deus criou todos os animais, inclusive seres
humanos, no sexto dia. Em Gênesis 1:28, Deus diz: "Dominai sobre os peixes
do mar, sobre as aves do céu e sobre tudo que se move sobre a Terra".
Imediatamente após, em Gênesis 1:29, Deus declara: "Vêde, Eu vos dei cada
planta que dá sementes que está sobre a face de toda terra, e cada árvore
com semente e seus frutos; e os tereis por alimento". Seja o que for que a
palavra "domínio" significa, ela não significa que temos o direito de comer
animais. De fato, a maioria dos teólogos reconhece que esta palavra é mais
acuradamente traduzida como "administração" e que o significado deste texto
é que os homens devem ser guardiões e administradores, protegendo e
respeitando os seres com quem dividimos a dádiva da criação.
Se Deus não ordena comer carne, porque existem tantas leis sobre que carne é
e não é impura, e porque Jesus não condena comer carne abertamente?
As Escrituras Hebraicas (Velho Testamento):
As Escrituras Hebraicas tem sido usadas ao longo dos anos para justificar
muitas práticas cruéis e violentas (tais como abuso conjugal e de crianças,
escravatura, e guerra). É um infortúnio que ainda continuem a ser usadas
para justificar a exploração de animais.
As Escrituras Cristãs (Novo Testamento):
A condenação de Jesus do sacrifício animal e do templo, ambos fortemente
associados a comer carne na cultura palestina do primeiro século, teria sido
entendida por seus ouvintes como uma oposição a comer carne.
Contudo, nos quatro Evangelhos incluídos em nosso Cânone, Jesus não é visto
condenando escravatura, subjugação de mulheres e crianças, ou muitas outras
injustiças. E assim, estas e outras injustiças tem sido justificadas pelos
Cristãos ao longo dos anos. Porém a mensagem central de Jesus, ou seja
misericórdia e compaixão, não pode ser reconciliada com o que sabemos que
ocorre nas fazendas intensivas e matadouros, talvez os locais mais violentos
e sem misericórdia nesta Terra.
Finalmente, Jesus falava em aramaico, os Evangelhos foram escritos
originalmente em Hebraico, e nossas traduções mais antigas são versões
gregas do século IV aprovadas e alteradas pelo carnívoro Imperador
Constantino. Todas versões anteriores foram destruídas como heresia. Segundo
alguns estudiosos, Jesus condena comer carne, mas nos Evangelhos que foram
suprimidos e passagens que foram retiradas por escribas comedores de carne
na igreja antiga. O "Essene Gospel os Peace" (Evangelho Essênio da Paz) é um
exemplo, e está disponível ainda em inglês na nossa seção de download.
Paulo não disse que podemos comer carne?
Há muita controvérsia acerca dos escritos de Paulo, com alguns Cristãos
aceitando tudo como correto, e a maioria dos estudiosos concordando que
algumas cartas foram escritas muitos anos após a morte de Paulo. Paulo
certamente estava escrevendo para uma comunidade específica num período
específico da história. Seus escritos sobre comer carne indicam um desejo de
incluir tanto os convertidos gentios (em sua maior parte carnívoros) e os
discípulos judeus-cristã os diretos de Cristo (a maioria vegetarianos) .
Paulo tem um grande desejo de acomodar senhores de escravos (Philemon) e
carnívoros, apesar da contradição direta entre o comer carne e escravatura,
versus o conselho de Jesus de que seres humanos devem ser compassivos e
misericordiosos.
Paulo estava escrevendo a uma igreja profundamente dividida quanto a uma
variedade de assuntos. Por qualquer razão, ele advogava escravatura (ICor
7:20-24, Eph 6:5, Col 3:22, I Tim 6:1-2, Tito 2:9-10, Phil 1), subjugação de
mulheres, celibato, e completa obediência para as crianças. Os escritos de
Paulo tem sido usados ao longo dos anos para justificar escravatura,
propriedade sobre esposa e crianças e abuso dos mesmos (até mesmo
assassinato) , e a expansão ocidental e assassinato de nativos americanos. É
muito importante que sejamos excepcionalmente cuidadosos em não utilizar mal
os escritos de Paulo para justificar o abuso grosseiro de animais, inerente
à criação e assassinato deles para alimento.
Deus não pede sacrifício animal?
Não. Tanto as Escrituras Hebraicas ("Velho") e Cristãs ("Novo Testamento")
opõe-se a matar animais, desde seu início até o final. Nas Escrituras
Hebraicas, Deus é amor - desde o pacífico Jardim de Eden até as visões do
fim dos tempos dos profetas, onde o leão irá se deitar com o carneiro. Nas
Escrituras Cristãs, o ministério inteiro de Jesus ataca sacrifício animal,
desde seu primeiro ato (batismo) até sua ação final (crucificação) .
Interessantemente, a questão do sacrifício animal está no coração da questão
do vegetarianismo de Jesus, porque ao sacrifício animal seguia-se o
banquetear-se com os corpos dos animais sacrificados.
As Escrituras Hebraicas:
Não há sacrifício animal no mundo ideal de Deus, conforme representado no
Jardim de Eden e na montanha sagrada de Deus prevista pelos profetas (Isaías
11). De fato, o Jardim é inteiramente vegetariano (Gênesis 1:29), e Deus
nunca pediu sacrifício animal (Jeremias 7:22).
Micah, Amos, Isaías, Jeremias, e Oséias todos condenam sacrifício animal.
Oséias e Jeremias declaram explicitamente que seres humanos criaram o
sacrifício animal como desculpa para consumirem carne: "Eles oferecem
sacrifícios a mim porque eles são os que comem carne, porém Yahweh não
aceita seus sacrifícios, pois Ele está atento ao pecado deles e lembra de
sua maldade (Oséias 8:13).
As Escrituras Hebraicas tem sido usadas ao longo do tempo para justificar
muitas atrocidades, desde escravatura até queimar bruxas passando pela
Inquisição, até abuso de esposa e crianças. Galileu foi condenado pelo Papa
a ser torturado até retirar a heresia de que a Terra gira em torno do sol, o
que contradiz Gênesis. Segundo Levítico, bruxas devem ser queimadas, e
adúlteros, crianças desobedientes, e pessoas que violam o Sabá devem ser
apedrejadas até a morte. Leprosos e os inválidos eram impuros e não deviam
entrar no templo. Um pobre indivíduo no livro de Números (16) foi apedrejado
até a morte por catar madeira no Sabá. Ele é morto por Moisés e os
israelitas enquanto Deus dá as ordens. Lot é considerado justo, mesmo depois
de oferecer suas filhas virgens aos homens fora do portão na história de
Gênesis (19).
O ponto aqui não é que Deus é violento e cruel. Deus é amor, como Suas
palavras através dos profetas mostram claramente. O velho Testamento é mais
uma história do que uma explicação da intenção de Deus, com exceção do
Jardim de Eden (o mundo ideal de Deus, o qual somos todos chamados a buscar)
e as visões proféticas (em que Ele nos diz que conhecê-Lo é ser justo,
misericordioso, e humilde). Comer carne é parte da criação caída, tal como
apedrejar em caso de adultério e uma "moralidade de olho-por-olho" , que
ambos não são exigidas por Deus segundo uma leitura provincial das
Escrituras Hebraicas, mas são denunciadas pelos profetas, e condenadas por
Jesus como interpretações errôneas.
As Escrituras Cristãs:
No tempo de Jesus, sacrifício animal era considerado por muitos como sendo o
único método de ser perdoado por pecados. Os judeus radicalmente
vegetarianos se inspiraram na eterna lei de Deus, a lei do Jardim de Eden e
dos Profetas (i.e. Oséias 2:18, Isaías 11:6-9) e instituíram o batismo para
perdão dos pecados. Assim, no decorrer de seu ministério, Jesus fala
múltiplas vezes, citando os profetas, que seus seguidores devem aprender a
compreender o que Deus quer dizer quando Ele diz através do profeta Oséias:
"Eu desejo misericórdia, e não sacrifício." (Mt9:13, 12:6-7). Deus ali está
falando de sacrifício animal.
A morte de Jesus na cruz é, para os Cristãos, o sacrifício final, e os
seguidores de Jesus continuam a celebrar Sua memória com alimento
vegetariano, pão e vinho.
Conclusão:
Sacrifício animal nunca foi parte do plano de Deus, conforme declarado em
Gênesis 1. Sacrifício animal foi condenado por Deus através dos profetas e
por Jesus durante sua vida inteira. A oposição de Jesus ao sacrifício animal
é forte evidência de sua dieta vegetariana.
Condições nas fazendas de criação intensiva ou fazendas de curtumes não são
piores que a selva, onde os animais morrem de fome, doença, ou predadores.
Pelo menos animais em fazendas intensivas são alimentados e protegidos.
Este argumento foi usado para reinvindicar que a raça negra estava melhor
como escravos nas plantações que como homens e mulheres livres. O mesmo
poderia ser dito de pessoas na prisão, contudo a prisão é considerada uma
das punições mais duras da sociedade.
Animais em fazendas intensivas sofrem tanto que é inconcebível que pudessem
estar pior na selva. A selva não é "selvagem" para os animais que ali vivem;
é o lar deles. Ali eles tem sua liberdade e podem se ocupar em suas
atividades naturais. O fato de que poderiam sofrer na selva não é razão para
garantir que sofram no cativeiro.
Animais em gaiolas nas fazendas intensivas ou em laboratórios não sofrem
tanto porque nunca conheceram nada mais.
Ser impedido de realizar os comportamentos instintivos mais básicos causa
tremendo sofrimento. Mesmo animais engaiolados desde o nascimento sentem a
necessidade de se movimentar, se assear, esticar seus membros ou asas, e
exercitar-se. Animais de rebanho e animais de bando se tornam atormentados
quando são forçados a viver no isolamento ou quando são colocados em grupos
grandes demais para que consigam reconhecer outros membros. Além disso,
todos animais confinados sofrem intenso tédio - alguns tão severamente que
isto os leva à auto-mutilação ou comportamento auto-destrutivo.
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