De: Luiz Antônio Vieira Spinola <tuigobi...@yahoo.com.br>
Data: Mon, 15 Jun 2009 14:09:27 -0700 (PDT)
Local: Seg 15 jun 2009 18:09
Assunto: Enc: Que rumo tomará o veganismo?
--- Em dom, 14/6/09, Sellen Kalab <sellenka...@uol.com.br> escreveu:
De: Sellen Kalab <sellenka...@uol.com.br>
Que rumo tomará o veganismo? Este texto promove reflexões a respeito do veganismo de um ponto de vista pessoal, sobre o qual falo com franqueza. Sendo assim, que a leitora e o leitor reflitam e analisem, por si mesmos, o conhecimento aqui abordado. Na humanidade sempre existiram pessoas que adotaram o vegetarianismo por várias razões, como, por exemplo, questões de saúde, questões morais, questões ambientais, questões religiosas e/ou espirituais, questões filosóficas etc., todas de grande importância para seus adeptos! Não obstante, um dos principais fundamentos que tem levado vários indivíduos praticarem e se aprofundarem no vegetarianismo tem sido de ordem ética.
Ao ser humano, é sabido que a qualidade de ser equânime para com os animais é sentida segundo a sua capacidade de experimentá-la emocionalmente, vivê-la sentimentalmente e compreendê-la racionalmente. A partir daí, ele a assimila como lhe aprouver. Moral da minha mudança: há vários caminhos para abraçarmos causas justas, um deles, que não foi o único que abracei, é a educação vegana abolicionista. Após aprofundar-me nas pesquisas sobre direitos animais, acabei compreendendo que o veganismo exerce um boicote mais profundo às atividades que contribuem para a desnecessária exploração animal. Sendo assim, tornei-me vegano no dia 23 de janeiro de 2001. E conforme o meu testemunho numa entrevista publicada na Revista dos Vegetarianos (nº 24), “foi a conscientização sobre a indústria de produtos testados em animais que mais pesou em minha decisão”, porém mais importante que se tornar vegano é permanecer vegano! Por mais importantes ou simples que sejam, penso que quaisquer atitudes tomadas pelas pessoas apresentam motivos conscientes ou inconscientes de sua índole. Daí é importante ressaltar o seguinte raciocínio: "temos que analisar minuciosamente os nossos motivos para praticar o veganismo e decidir até que ponto estamos realmente dispostos a respeitar os direitos animais na prática, porque de acordo com as tendências que possam aparecer no nosso caminho ético, temos o direito de traçar os limites de nossa prática de uma maneira equilibrada, ou seja, sem se deixar levar pelo comodismo de quebrar o veganismo caprichosamente e sem se encantar pela sedução do fanatismo de querer representar os direitos animais através da agressividade”. Na opinião de algumas pessoas, parece difícil ser vegano diante da incompreensão de muitos onívoros – e até mesmo diante de “alguns tipos de vegetarianos”. Entretanto, o vegano autêntico é original na prática em si, e não fica implicando com os outros que discordem do veganismo e nem sequer fica esquentando a cabeça com o que os outros irão achar de sua postura ética para com os animais não-humanos! O bom exemplo sempre é melhor que o preceito. Também cabe ao vegano ter mente aberta a bons pensamentos e a sentimentos fraternos, sendo assim, não ofenderá ninguém que discorde de sua postura. Implicância não é sinônimo de educação, ofender menos ainda! Sem querer generalizar, tenho que dizer isto entre aspas: "alguns" praticantes do vegetarianismo se consideram melhor que os onívoros por causa disso ou daquilo, e "alguns" veganos, crudívoros e frugívoros se consideram melhor que os ovo-lacto-vegetaria nos,
É verdade que todos os tipos de vegetarianos estão fazendo a sua parte, pois cada um está no seu próprio processo de transformação ética, mas o comodismo é tão prejudicial quanto o fanatismo. Às vezes, ocorrem ofensas, intrigas e picuinhas entre os onívoros e os vegetarianos, e também entre os próprios vegetarianos, já que há praticantes distintos, e sei que essa situação pode, dependendo do contexto, ficar difícil de se controlar. Todavia, ninguém pode se considerar melhor do que o outro: onde está a sensatez? A vaidade é uma praga na mente daqueles que se acham os donos da verdade, os quais se exibem como se fossem heróis. É claro que alguns onívoros implicam com os vegetarianos e também se acham superiores aos mesmos, mas o contrário também acontece – ambos devem controlar os seus impulsos: isto é uma questão de bom senso! A superação de qualquer tipo de agressividade exige soluções muito mais complexas do que a prática do vegetarianismo/ veganismo. Este assunto tem a ver com o vandalismo e a rebeldia. A falta de amadurecimento é a razão pela qual possibilita explicar o fato de algumas atitudes extremistas terem sido adotadas por algumas pessoas que jogam bombas em restaurantes que vendem os cadáveres dos não-humanos, que depredam ou incendeiam lojas do McDonald's pondo em risco a vida de várias pessoas, que espancam cientistas que fazem vivissecção com os indefesos animais só porque defendem a ideia de que todos devem parar de explorar os bichos. No momento em que se fazem ataques como esses, tais pessoas se colocam no mesmo nível que os especistas, ou até mesmo pior que eles! Ser a favor da educação vegana abolicionista é muito diferente do que ser a favor da vingança. Para qualquer praticante sincero do veganismo, é evidente que o mesmo não se
A inutilidade da "barbárie intencional" – como forma para tentar suprimir a violência desnecessária imposta aos animais não-humanos – é tão evidente que só mesmo uma pessoa de mente fechada para não reconhecê-la como tal. Na Internet, há alguns textos negativamente tendenciosos e intensamente subjetivos, tentando refutar os ativistas dos direitos animais afirmando que não dá para levar a sério o movimento de defesa dos direitos animais como uma oposição legítima com a qual é preciso discutir e dialogar por causa das falhas de alguns fanáticos. É verdade que "alguns desses ativistas" mostram-se negligentes com a educação e o equilíbrio que deveriam ter em suas respectivas posturas, mas isto não quer dizer que o veganismo seja mais um "ismo" praticado por fanáticos. As críticas dos nossos negadores deveriam ser feitas somente às pessoas que queimam o filme dos direitos animais, e não ao movimento como um todo, pois a generalização desses julgamentos serve para afastar as pessoas do veganismo. É lastimável que os nossos detratores se aproveitem dos erros de algumas pessoas para julgar os ativistas como se todos fossem farinha do mesmo saco e, ao mesmo
Embora a atenção no que se refere às coisas que os veganos boicotam seja para a satisfação dos sentidos dos onívoros e até de alguns tipos de vegetarianos, levo em consideração que elas devam ter uma ligação atualizada e coerente com a benevolência alheia estendida aos animais não-humanos, para não incorrermos na flagrante e desnecessária exploração dos mesmos! A averiguação intelectual do que escrevi é uma questão de critérios – muitos leem e interpretam de diferentes maneiras, segundo suas próprias reflexões. Para finalizar este texto, quero compartilhar com as leitoras e os leitores a seguinte reflexão que é oriunda da indagação do título deste artigo: que rumo tomará o veganismo? Será aquilo que dele os praticantes fizerem! Nota:
[1] Este termo identifica o preconceito para com os portadores de necessidades educativas especiais, e foi usado pela primeira vez em um trabalho acadêmico apresentado no Instituto A Vez do Mestre, em 2008. Trata-se de uma monografia de Pós-graduação em Psicomotricidade. Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! +Buscados
É necessário Acessar antes de postar mensagens.
Para postar uma mensagem você precisa primeiro participar deste grupo.
Atualize seu apelido na página de configurações da inscrição antes de postar.
Você não tem a permissão necessária para postar.
| ||||||||||||||