l Por:Raquel Crusoé Loures de Macedo Meira
Por muito tempo, não sei porque, sonhava sempre com Londres, Paris,
Roma . Amsterdan....
Enquanto isto, Lisboa, cheia de encantos e belezas, cantada em versos
e em prosa, sempre ficava para a próxima viagem.
Ah que tempo perdido ...
Mas quando a conhecí, foi amor à primeira vista, valeu a espera !
De repente, nesta última viagem, deixei–me envolver por esta cidade
maravilhosa, com os seus mais de 800 anos de cultura e, o caminhar por
esta história que é também nossa, despertou em mim, sentimentos e
emoções tal e qual quando se chega à casa dos pais, depois de anos e
anos de ausência.
Impossível descrever, a emoção me conduziu a senti-la e a descobri-la.
A hospitalidade, o carinho, a boa vontade, a gentileza do lisboeta (ou
alfacinha ) se faz presente já no aeroporto. Estava em casa e aquela
forma de se falar o português, tão encantadora, parecia música aos
meus ouvidos.
Sim, realmente música da mais alta qualidade... um poema em forma de
canção ...foi esta a sensação que senti em todo o período que pude
desfrutar desta terra, talvez misteriosa para outros estrangeiros,
porém afável e aberta para esta brasileirinha que sentia necessidade
de se beliscar a cada momento para ter a certeza de que tudo não
passava de um sonho.
Ressurgida das cinzas do terremoto de 1755, tal e qual Fênix, reergueu-
se renascida dos escombros e, esta mescla, novo – antigo, clássica -
moderna , fascina a cada escultura em pedra com motivos marítimos.O
estilo manoelino , tendo como substrato o gótico é realmente
encantador nos seus inúmeros monumentos.
Sim, agora entendo porque o Tejo,o lendário Rio Tagus foi celebrado
por Luís de Camões nos Lusíadas, ao homenagear a mulher de Lisboa e,
me perdoem as lisboetas... me senti também homenageada, tal a
intensidade das emoções sentidas nesta terra além – mar, neste
verdadeiro “ jardim da Europa à beira-mar plantado.”