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Mensagem sobre o tópico MST faz jornada em 11 estados em defesa da educação nas áreas de reforma agrária
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Consciência. Net  
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 Mais opções 8 jun, 14:13
De: Consciência.Net <pa...@consciencia.net>
Data: Mon, 8 Jun 2009 14:13:27 -0300
Local: Seg 8 jun 2009 14:13
Assunto: MST faz jornada em 11 estados em defesa da educação nas áreas de reforma agrária

[image: 0815-agencia.jpg]
Junho 08, 2009  MST faz jornada em 11 estados em defesa da educação nas
áreas de reforma agrária

Estudantes de escolas do campo – filhos de pequenos agricultores e
assentados da reforma agrária do MST – fazem jornada nacional de lutas com
manifestações em todo o país em defesa da educação pública e contra o corte
de 62% no orçamento do Programa Nacional de Educação em Áreas da Reforma
Agrária (Pronera), nesta segunda-feira (08/06).

Estão sendo realizados protestos em 11 estados, com a ocupação de oito
superintendências do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária), responsável pelo Pronera, que tem a missão de promover o acesso à
educação formal em todos os níveis aos trabalhadores das áreas de Reforma
Agrária, desenvolvendo ações de alfabetização; ensino fundamental e médio;
cursos profissionalizantes de Nível Médio, Superior e Especialização (leia
abaixo o manifesto da jornada).

"O corte no orçamento do Pronera é um grande retrocesso e caminha na
contramão das necessidades dos trabalhadores rurais. Precisamos fortalecer o
programa, que atende justamente aos camponeses, que foram historicamente
excluídos do acesso a educação no nosso país", afirma a integrante da
direção nacional do MST, Edgar Kolling, que coordena o setor de educação.

Em São Paulo, cerca de 400 Sem Terra ocuparam o prédio da superintendência
regional do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), na
capital do estado. No Pontal do Paranapanema, também acontece protesto em
defesa da educação do campo.

Em Goiânia, 400 trabalhadores rurais ocuparam a superintendência regional do
Incra em Goiana.

No Ceará, 400 trabalhadores rurais ocuparam a superintendência regional do
Incra em Fortaleza.

No Piauí, 350 trabalhadores rurais ocuparam a superintendência do Incra, em
Teresina.

Em Santa Catarina, 250 estudantes das escolas de ensino médio e fundamental
dos assentamentos da Reforma Agrária fizeram uma caminhada da praça central
da
cidade de Chapecó até o Incra, que foi ocupado. Os estudantes solicitam uma
audiência para apresentar os pontos de reivindicação.

Na Bahia, cerca de 200 estudantes de movimentos sociais do campo ocuparam a
superintendência regional do Incra, em Salvador. A ocupação está prevista
para durar três dias.
Em Pernambuco, estudantes e formados em cursos do Pronera ocuparam as sedes
do Incra em Recife e Petrolina

No Paraná, cerca de 500 trabalhadores rurais fazem uma mobilização em frente
à superintendência Regional do Incra em Curitiba.

Em Minas Gerais, 200 educandos fazem manifestação na superintendência
regional do Incra em Belo Horizonte.

No Rio Grande do Sul, filhos de pequenos agricultores e assentados da
reforma agrária fizeram protesto em frente à superintendência do Incra, em
Porto Alegre.

No Mato Grosso, estudantes do Pronera fazem vigília em frente ao Incra em
Cuiabá.

Sobre o Pronera

O Pronera é uma conquista dos movimentos sociais do campo que lutam pela
Reforma Agrária no Brasil, resultado da demanda desses movimentos pela
efetivação do direito constitucional a uma educação de qualidade, que atenda
as suas necessidades sócio-culturais.

De 1998 a 2002, o Pronera foi responsável pela escolarização e formação de
122.915 trabalhadores (as) rurais assentados (as). De 2003 a 2008, promoveu
acesso à escolarização e formação para cerca de 400 mil jovens e adultos
assentados.

Por meio de metodologias específicas, que consideram o contexto
sócio-ambiental e as diversidades culturais do campo, bem como o
envolvimento das comunidades onde estes trabalhadores rurais residem, o
Pronera buscar fortalecer o mundo rural como território de vida em todas as
suas dimensões: econômicas, sociais, ambientais, políticas culturais e
éticas.

Segundo estudo da organização Ação Educativa ("Programa Nacional de Educação
em Reforma Agrária em Perspectiva - dados básicos para uma avaliação"), em
pleno século XXI as populações do campo permanecem marginalizadas do
processo de escolarização, com acesso restrito mesmo à educação básica.

Quando existe, a escola do campo é, na maioria das vezes, uma escola
isolada, de difícil acesso, composta por uma única sala de aula, sem
supervisão pedagógica, e que segue um currículo que privilegia uma visão
urbana da realidade. "A má qualidade da educação produzida nessas condições
reforça o imaginário social perverso de que a população do campo não precisa
conhecer as letras ou possuir uma formação geral básica para exercer seu
trabalho na terra", diz o estudo.

Abaixo, leia o manifesto da jornada.

MANIFESTO EM DEFESA DA EDUCAÇÃO DO CAMPO

Nós, trabalhadores e trabalhadoras rurais Sem Terra de todo o país, estamos
mobilizados para defender a educação do campo e o Programa Nacional de
Educação na Reforma Agrária (PRONERA), uma conquista histórica dos
movimentos sociais que lutam pela Reforma Agrária no Brasil.

O PRONERA é um programa do governo federal que promove o acesso à educação
formal aos trabalhadores e às trabalhadoras das áreas de Reforma Agrária,
desenvolvendo ações de Educação de Jovens e Adultos (EJA), Cursos
Profissionalizantes de Nível Médio, Superior e Especialização, por meio de
metodologias específicas que consideram a realidade do campo e o
envolvimento das comunidades onde vivem estes trabalhadores rurais. De 2003
a 2008, cerca de 400 mil jovens e adultos assentados já foram escolarizados
através do programa, e atualmente 17.478 mil estão em processo de educação
formal, pública e de qualidade.

Agora, o governo tenta retirar dos camponeses e camponesas esse direito
conquistado, e já proibiu o pagamento de bolsas aos professores das
universidades que desenvolvem os cursos e a realização de novos convênios,
além de ter cortado 62% do orçamento previsto para o programa.

Diante desse grave quadro, exigimos do governo federal:

   - A recomposição do Orçamento do PRONERA;
   - A regularização do pagamento dos coordenadores e professores que
   trabalham nos cursos nas universidades;
   - A retomada das parcerias para novos cursos, através de convênios ou
   destaque orçamentário.

Informações à imprensa
Igor Felippe - 11-3361-3866
Maria Mello - 61-8464-6176
Correio - impre...@mst.org.br
Página - www.mst.org.br

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