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Junho 08, 2009 Observatório Social revela esquema de exportação de madeira
do desmatamento
Reportagem publicada pela revista do Observatório Social mostra como
funciona a exportação de madeira oriunda de áreas desmatadas. Funcionários
públicos corruptos e grandes empresas de exportação estão envolvidas no
esquema. Gigantes do setor, sediadas nos Estados Unidos, Ásia e Europa,
compram a madeira da devastação.
Gigantes internacionais dos ramos de beneficiamento e de comercialização de
madeira estão ligados a um esquema milionário que transforma madeira
retirada ilegalmente da Floresta Amazônica em produtos legalizados. Entre os
envolvidos estão órgãos ambientais e grandes exportadoras.
A madeira é vendida para as maiores cadeias de vendas de pisos e móveis nos
Estados Unidos, Europa e Ásia, muitas delas detentoras de selos de
certificação de madeira. A reportagem completa está na próxima edição da
revista do Observatório Social, que será lançada no próximo dia 10, em São
Paulo. A revista vai revelar quais são as empresas envolvidas, tanto no
Brasil quanto no exterior.
Segundo a revista, de 70% de toda a madeira comercializada no estado do
Pará, maior vendedor de madeira amazônica no Brasil, tem origem ilegal. Essa
madeira passa por um processo de “esquentamento” que funciona dentro de
órgãos do governo.
Autoridades do Ministério Público Federal e do Ibama confirmam o esquema e
apontam o envolvimento da Secretaria Estadual do Meio Ambiente.
Ao lado de empresas fantasmas, de empresas que devem milhões em multas
ambientais e de empresários que respondem por falsidade ideológica e
escravidão de trabalhadores, grupos internacionais se beneficiam com o
esquema. Entre os maiores, a dinamarquesa DLH Nordisk, o grupo europeu
Kingfisher, das marcas Castorama e Brico Dépôt, e a norte-americana Lumber
Liquidators, do milionário Tom Sullivan, patrocinador de programas como Dream
Home, do canal Home and Garden Television, e Extreme Makeover: Home Edition,
do canal People+Arts.
A revista também vai mostrar como funciona o mercado interno ligado à
destruição da Amazônia, revelando quais empresas dos setores de madeira,
carne e grãos tem vinculação ou estão implicadas na compra de produtos
oriundos de empresas com problemas ambientais ou envolvidas em trabalho
escravo. Dentre as organizações, gigantes como Tramontina, ADM, Marfrig,
Quatro Marcos e Metalsider.
A apuração, que demorou nove meses, foi realizada por jornalistas do
Observatório Social, da ONG Repórter Brasil e da Papel Social Comunicação.
Essa pesquisa foi uma iniciativa do Fórum Amazônia Sustentável, do Movimento
Nossa São Paulo e do Observatório Social.
Serviço Lançamento de Observatório Social em Revista, edição 15
Data: 10 de junho de 2009
Horário: 10h
Local: Auditório da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo
Financeiro (Contraf). Rua Libero Badaró, 158. Centro. São Paulo
Mais informações
- Paola Bello, Editora-assistente: pa...@os.org.br / (11) 8559 6758
- Marques Casara, Editor: marq...@os.org.br / (11) 9353 2311
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